Etec: Estudantes fazem experiência para reduzir emissão de gás poluente

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Experimento de alunos do curso técnico de Biotecnologia de Campinas utiliza microalgas marinhas para absorver gás carbônico.

Alunos do curso técnico de Biotecnologia da Escola Técnica Estadual (Etec) Conselheiro Antônio Prado, de Campinas (SP), desenvolveram uma pesquisa para propor mecanismos de reduzir a emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. O projeto dos estudantes conquistou o primeiro lugar no prêmio Inovar, promovido pela Rhodia Solvay, em dezembro de 2019.

Também conhecido como gás carbônico, o CO2 é prejudicial ao meio ambiente. Segundo relatório da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a emissão de CO2 cresce há sete anos consecutivos, o que contribui para a elevação do aquecimento global.

O Trabalho de Conclusão de Curso dos estudantes Jade Nobre e Vinicius Andrade, que concluíram o curso no último semestre, é um biorreator para criação controlada de organismos vivos – microalgas marinhas da região de Bertioga que, para crescerem, absorvem o gás carbônico da atmosfera.

As microalgas marinhas foram imersas numa solução de hidróxido de cálcio e acomodadas no biorreator. Após um período de duas semanas, as reações biológicas das microalgas geraram uma cultura capaz de fazer a fotossíntese, por meio da captura de CO2 e liberação de oxigênio limpo no ambiente.

A professora e orientadora da pesquisa, Michele Machado, afirma que os testes demonstraram que a instalação de pequenos biorreatores com microalgas em escritórios e salas de aula, por exemplo, pode reduzir o CO2 e proporcionar mais concentração e relaxamento para as pessoas. A educadora ressalta, no entanto, que os resultados são preliminares e precisam continuar sendo testados.

“Podemos fazer uma analogia dessa experiência com a capacidade de fotossíntese das plantas. O biorreator realiza o mesmo processo, mas os testes comprovaram que esse sistema é mais rápido e eficiente para capturar dióxido de carbono que a absorção realizada pelas plantas”, explica a professora.

Premiação

Segundo a orientadora do trabalho, a participação dos estudantes no Inovar proporcionou um contato estreito entre os alunos e a indústria, que gerou motivação e crescimento profissional e pessoal à dupla.

Estudantes do curso técnico de Meio Ambiente, também da Etecap, desenvolveram um projeto de absorvente descartável biodegradável, sob orientação da professora Erica Gayego Belo Figueiredo, e ficaram com a segunda colocação na mesma edição do prêmio Inovar.