Ex-soldado do Exército que atirou pro alto ao receber pizza com pouca maionese é condenado pela Justiça

Ex-militar do Exército fez um pedido de pizza e quando entregador chegou reclamou da quantidade da maionese. Irritado, ele atirou para cima. Homem foi condenado a mais de dois anos de prestação de serviço à comunidade.

Um ex-soldado do Exército Brasileiro foi condenado a mais de dois anos de prestação de serviço à comunidade por sacar a arma e fazer disparos em via pública. Os disparos foram feitos para o alto após o acusado reclamar da quantidade de maionese que foi enviada pela pizzaria durante uma entrega.

O caso ocorreu em abril desse ano na capital acreana. A decisão é do Juízo da 3ª Vara Criminal de Rio Branco, no Estado do Acre, e ainda cabe recurso. A assessoria de comunicação do 4º Batalhão de Infantaria e Selva (BIS) informou que o ex-soldado era temporário e deixou o Exército em 2020.

Conforme a Justiça, o entregador da pizza afirmou que o cliente estava visivelmente embriagado quando chegou ao local da solicitação. Ao receber a pizza, o acusado teria reclamado que tinha pouca maionese e pediu mais.

Porém, o motoboy disse que não seria possível e o ex-soldado sacou a arma para o trabalhador. “Ele me pediu mais maionese, eu disse que não tinha como. Aí, ele falou que se eu não entregasse por bem ia ser por mal, e sacou a arma. Me afastei, ele pegou o sachê que tinha”, relatou à Justiça.

Imagens de câmeras de segurança e de testemunhas afirmaram que o ex-militar sacou a arma da cintura e disparou em direção ao chão quando o entregador se afastou. Ciente da situação, o motoboy registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia.

Problemas no pedido

O advogado do ex-militar, Rauê Sarkis Bezerra, afirmou que o cliente teve problemas desde o início do pedido. Contudo, ele confessou que fez mesmo os disparos diante do estresse.

Ele negou que acusado estivesse embriagado no dia e que vai analisar os autos para saber se entra ou não com recurso. “Ainda estamos analisando o esboço da sentença para saber se vai haver recurso. Não foi simplesmente por causa de uma maionese, teve problemas quando fez o pedido e acabou que culminou nessa situação. Houve uma espécie de acúmulo de coisas, claro que não justifica, mas quando chegou lá tinha pouca maionese, ficou chateado, se aborreceu”, argumentou.

Sentença

O homem foi sentenciado a mais de dois anos e teve a pena convertida em serviços à comunidade. Ele deve cumprir seis horas semanais de serviços. O juiz de direito Raimundo Nonato reprovou a conduta e destacou que a atitude foi por motivo fútil.

O magistrado também notificou o comandante do 4º BIS para que seja revogada a autorização de posse de arma de fogo do ex-soldado. A assessoria do batalhão destacou que a arma usada nos disparos não pertence ao Exército, é de uso particular do ex-militar e que ele possui porte de arma.

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ÁGIL DPVAT