Exames e hábitos saudáveis auxiliam no tratamento da fibromialgia

Rede de Reabilitação Lucy Montoro ( unidade Vila Mariana) , que tem como objetivo proporcionar o melhor e mais avançado tratamento de reabilitação para pacientes com deficiências físicas incapacitantes, motoras e sensório-motoras. A Rede realiza programas de reabilitação específicos, de acordo com as características de cada paciente. Os tratamentos são realizados por equipes multidisciplinares, composta por profissionais especializados em reabilitação, entre médicos fisiatras, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, educadores físicos e fonoaudiólogos. Data: 21/03/2018 Local: São Paulo/SP Foto: Daniel Guimarães/MaquinaCW
Anúncio
Clique na imagem. Link direto para Whatsapp


Doença é crônica e ainda não tem cura, mas especialista explica como é possível evitar que problema prejudique qualidade de vida.

O Dia Mundial da Fibromialgia, celebrado neste último domingo (12), objetiva alertar para o diagnóstico que atinge milhares de pessoas em todo o mundo. A doença crônica é caracterizada por causar dores por todo o corpo, além de fadiga, alterações no sono e no humor, distúrbios cognitivos, entre outros sintomas que, quando não tratados, podem prejudicar a qualidade de vida dos pacientes.

Ainda não se sabe exatamente qual é a causa dessa síndrome, e não existe um exame específico que a comprove. No entanto, de acordo com o médico assistente de Reumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Diogo Souza Domiciano, alguns fatores estão associados à doença, que costuma ser mais comum nas mulheres. “A fibromialgia geralmente surge por entre 35 e 55 anos, mas a frequência varia de acordo com o critério utilizado para dar o diagnóstico”, explica.

Além do fator genético, condições como insônia crônica e apneia do sono favorecem o desenvolvimento da doença, pois, segundo o especialista, não dormir bem pode estar relacionado a sentir dor. Pessoas com ansiedade e depressão também correm mais riscos, bem como aqueles que possuem alguma dor localizada não tratada adequadamente ou doenças autoimunes que causam dor, como artrite reumatoide e lúpus.

A fibromialgia não tem cura. Porém, aderir a um tratamento multidisciplinar, composto por profissionais de diferentes áreas de atuação, e manter um estilo de vida saudável são essenciais para que os pacientes diagnosticados consigam viver melhor.

“É muito importante entender que o remédio sozinho não vai funcionar. É preciso praticar atividades físicas, incluindo aeróbico e treino de força, buscar suporte psicológico, quando necessário, e corrigir fatores mecânicos que podem perpetuar a dor”, afirma Domiciano.