Um relatório médico do CAPS AD de Araras, datado de 29 de setembro, encaminha a paciente para avaliação e internação e recomenda permanência superior a dez dias em enfermaria, se possível. O documento descreve um quadro que exige atenção especializada.
Uma família procurou a nossa reportagem na manhã desta sexta-feira (2), para pedir ajuda diante da situação de uma paciente trans que, segundo relato da mãe, está há quatro dias aguardando uma vaga para internação psiquiátrica em Araras (SP).
Um relatório médico do CAPS AD de Araras, datado de 29 de setembro, encaminha a paciente para avaliação e internação e recomenda permanência superior a dez dias em enfermaria, se possível. O documento descreve um quadro que exige atenção especializada.
Segundo a família, uma das possibilidades apresentadas seria a transferência para atendimento em Rio Claro. No entanto, os familiares defendem que a internação ocorra em Araras, tanto pela possibilidade de acompanhamento mais próximo quanto pela orientação recebida durante o atendimento.
Família relata preocupação com definição da ala
Outro ponto levantado é que a paciente é uma mulher trans e, conforme o relato, não se sente segura com a possibilidade de permanecer em uma ala masculina. A família pede que sua identidade de gênero, segurança, dignidade e condição clínica sejam consideradas na definição do local adequado para a internação.
“Ela não quer ficar na ala masculina. Ela quer ir para a feminina porque, querendo ou não, ela é uma mulher”, relatou o familiar à nossa reportagem. A família pede uma solução com urgência e afirma estar preocupada com a demora diante da necessidade de acompanhamento psiquiátrico apontada no relatório médico.
A reportagem deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Araras, a Secretaria Municipal da Saúde e a instituição hospitalar responsável pelo atendimento esclareçam a disponibilidade de vagas, os critérios adotados para encaminhamento e quais providências estão sendo tomadas no caso.
Por respeito à paciente e diante da presença de informações médicas sensíveis, a reportagem preserva sua identificação.
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