Frio deve ficar mais intenso e avançar pelo país nesta semana, diz Inmet

O frio que chegou no início da semana ao Sul do país ainda não atingiu o auge e deverá provocar temperaturas negativas nos próximos dias

O meteorologista Rogério Rezende, do 8º Distrito de Meteorologia do Inmet, explicou que a onda de frio é resultado de uma massa de ar com características polares que veio do Sul da Argentina.

“Tivemos grandes nevascas na última segunda-feira (17), em regiões próximas dos Andes, em Santiago do Chile, em Bariloche. Foi registrada a menor temperatura das últimas décadas, que chegou a -25 ºC. São localidades que normalmente são frias, onde há nevascas com frequência. Mas essa onda foi tão intensa que chegou ao ponto de causar transtornos nessas regiões”, disse Rezende.

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Desde que ingressou na Região Sul do país, a frente fria ainda não provocou a queda de neve. No entanto, o Inmet não descarta que o fenômeno seja registrado no fim do dia e durante a noite de hoje nos municípios de maior altitude.

A frente fria deve agir até esta quarta-feira (19), segundo o instituto, quando a temperatura deve voltar a subir. Rezende afirmou que a variação térmica é uma característica normal do inverno na região.

“A gente saiu de 30 ºC, praticamente, para quase 0 ºC, de sábado para domingo. A tendência, agora, é voltarmos a um patamar normal, com a mínima entre 4 e 5 ºC, o que é bem mais elevado do que a gente está esperando para amanhã, por exemplo, que é -4 e -5 ºC”, explicou o meteorologista.

Frio avança pelo país
Para o Inmet, a força demonstrada pela frente fria nos países vizinhos é uma mostra de que ela deverá avançar pelo Brasil e provocar queda de temperatura em várias regiões.

“Se confirmar a intensidade dessa massa, ela pode chegar até o sul do Acre. Ela vai atingir o Sudeste e o Centro-Oeste do país com certeza, com boa possibilidade de chegar até o Norte”, avaliou Rogério Rezende.

O meteorologista ressaltou, no entanto, que a intensidade do frio será menor na medida em que a frente avançar em direção ao norte. “Toda massa de ar vai adquirindo as características das regiões por onde ela vai passando. Ela já está subindo, passando por regiões mais quentes, e vai arrefecer aos poucos”, explicou.