Frio severo e geadas aumentam em 20% os preços de verduras e legumes no Ceasa Campinas, SP

Produtores tiveram plantações afetadas e a perda gerou encarecimento. Central de abastecimento busca alimentos em outros estados para tentar manter qualidade.

O frio que causou geadas na região e em outras partes do país também gerou prejuízo para produtores rurais, que tiveram que lidar com a perda de parte das plantações. O reflexo dessa cadeia de acontecimentos é o encarecimento dos alimentos. Nas Centrais de Abastecimento (Ceasa) de Campinas (SP), alguns legumes e verduras tiveram até 20% de aumento.

É o caso dos valores de berinjela, abobrinha, alface, acelga e tomate. Rosalina Dias de Oliveira Chiba, feirante em Campinas há cerca de 40 anos, comprava uma caixa da abobrinha por R$ 70, valor que subiu para R$ 210. “Eu tento manter o preço para poder não prejudicar meus clientes, mas às vezes não dá. A abobrinha eu tive que dar uma alterada nela, no quiabo… Porque não teve como”, lamenta a feirante.

Engenheiro agrônomo do Ceasa Campinas, Ricardo de Oliveira Munhoz afirma que a central tem recebido produtos de outros estados, como Goiás e Minas Gerais, para tentar garantir a qualidade. “A Ceasa recebe produtos de 900 localidades do país. Cada produto, como legumes e verduras, também tem pelo menos 70 localidades que abastecem”.

“Então quando acontece de haver um problema climático severo em uma determinada região, existe aquela situação pontual de elevação de preços, mas, na sequência, aquilo se reequilibra porque a oferta precisa ser mantida de alguma maneira”, afirma o engenheiro.

O empresário Salomão Gomes, um dos produtores que fornece para o Ceasa Campinas, espera que a alta nos preços continue nos próximos dias. “Praticamente as nossas produções todas foram afetadas. Aquilo que já estava abaixo da terra, produzido, que é o caso da mandioquinha e da batata, não afetou agora, mas daqui 30, 40 dias elas já estão comprometidas.

“O acompanhamento climático normalmente o produtor faz a lição de casa. Ele vê que vai esfriar e faz esse acompanhamento do risco de geada, mas ele não tem o que fazer, porque a produção está instalada”, afirma o engenheiro da Ceasa.

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ÁGIL DPVAT