Garoto que morreu em quadra relatou preocupação com crises de asma após morte de Fernanda Young, diz mãe

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Enzo Bonilha Dernarde, de 14 anos, chegou a perguntar para a mãe se havia perigo de morrer pelo mesmo motivo que a atriz. Laudo apontou falência respiratória como uma das causas da morte.

Por Marília Moraes*, G1 Sorocaba e Jundiaí

A mãe do adolescente que morreu após passar mal na quadra do condomínio onde morava, em Jundiaí (SP), contou que o menino ficou preocupado com as crises de asma após a atriz e escritora Fernanda Young ter morrido pelo mesmo motivo, no dia 25 de agosto.

Segundo Marilda Bonilha Denarde, o filho Enzo sempre foi cuidadoso com a asma, mas, após a morte da atriz, passou a redobrar a atenção com a doença.

“Estava passando sobre a morte dela na televisão e ele me chamou muito preocupado, perguntou se havia possibilidade dele morrer pelo mesmo motivo. Eu o tranquilizei e disse que era só cuidar com atenção”, lembra.

O laudo divulgado nesta semana apontou falência respiratória, edema agudo de pulmões, esforço físico em esporte e asma brônquica crônica como causas da morte do adolescente.

“No começo do ano fizemos uma bateria de exames cardíacos e pulmonares, tudo perfeito. Em toda a vida, ele precisou de atendimento médico apenas uma vez durante uma crise, quando foi colocado no oxigênio”, explica Marilda.

Integrante do time sub-14 de basquete de Jundiaí, o menino sempre foi amante dos esportes e, segundo a mãe, nunca sofreu com esforço físico. No dia da morte, 27 de setembro, Enzo estava feliz por ter sido promovido ao time sub-15 da cidade.

“Ele veio me contar todo feliz que havia sido promovido. Foi um dia normal como qualquer outro”, lembra Marilda.

Colégio onde garoto estudava fez uma homenagem nas redes sociais — Foto: Reprodução/Facebook

Massagem cardíaca

Após ter passado mal, Enzo chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu, mas não resistiu. Ainda segundo a mãe, o caçula da família, de 10 anos, ajudou os moradores do condomínio na massagem cardíaca do irmão durante uma hora.

“Ele havia aprendido uma semana antes na escola com os bombeiros e gritava ‘Enzo, não me deixe’. Ele chegou a voltar duas vezes e os bombeiros comemoraram, mas a felicidade durou pouco.”

Além da família ter ficado desorientada com a situação, Marilda conta que algumas pessoas que presenciaram a cena estão passando por atendimento psicológico. “A quadra do condomínio também será reformada, pois ninguém quer mais entrar lá.”

O colégio onde Enzo cursava o 9º ano do ensino fundamental postou um depoimento em homenagem a ele nas redes sociais: “Enzo, a tua presença sempre continuará no meio de nós. […] Sentiremos muito a sua falta”, diz a publicação.

O corpo do adolescente foi velado no dia 28 de setembro, no Velório Municipal Adamastor Fernandes, e enterrado no Cemitério Montenegro.

*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.