Golpista clona WhatsApp e tira onda após conseguir R$ 3,7 mil: ‘Não amola’

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Bandido teria ficado nervoso quando um dos amigos da vítima o questionou sobre o golpe.

Um advogado, de 37 anos, morador de Santos, no litoral de São Paulo, teve o celular clonado e o irmão dele caiu em um golpe aplicado pelo WhatsApp. Clodoaldo Lima explica que o celular saiu automaticamente da sua conta pessoal no aplicativo quando foi hackeado. Ele também conta que o golpista ficou nervoso ao ser questionado por um de seus amigos.

“Isso gerou um tremendo drama para minha vida. Ele ficou normalmente acessando o WhatsApp, enquanto eu fui bloqueado de acessar por 12h. É importante que as pessoas fiquem alertas a casos como esse. Meu irmão teve R$ 3.700 de prejuízo. Primeiro ele pediu R$ 2.700 e, em seguida, mais R$ 1.000″, diz o advogado.

De acordo com ele, o aparelho saiu automaticamente do aplicativo e, quando tentou entrar novamente, foi pedido um código. “Toda vez que tentava digitar dava ‘falha na segurança’. Levei na autorizada e baixei o aplicativo novamente, continuou com o mesmo problema e fui desconectado por 12h do WhatsApp. Eu virei o hacker, ele me clonou e eu que não consegui acessar”, conta.

No período da tarde, Clodoaldo recebeu uma mensagem do sócio, questionando se ele estava pedindo dinheiro emprestado, momento em que percebeu ter sido clonado. Ele alertou os amigos pelas redes sociais, mas o irmão já havia realizado a transferência.

Após acionar os contatos, um dos colegas do advogado questionou o golpista. “O cara ainda era folgado e teve coragem de falar ‘não amola’ para o meu amigo”, conta. Clodoaldo afirma que recebeu mais de 30 ligações questionando se ele estava pedindo dinheiro. Ele ainda teria sido informado pela operadora que a linha não seria bloqueada imediatamente e, sim, dentro de 24h.

“A única solução que eles me deram foi trocar de chip e de número. Eu saí totalmente no prejuízo, perdi meu plano antigo e meu irmão ficou muito chateado”, desabafa.

Clodoaldo ainda explica que não conseguiu pedir o bloqueio da transferência, pois o dinheiro foi sacado dois minutos depois da operação ser concluída. “O dinheiro foi sacado no interior da Bahia, só que o titular da conta, muitas vezes, é apenas um laranja, conforme a polícia me explicou. Vou entrar com um processo contra a operadora, porque ela deveria garantir a segurança da minha linha”, diz.

Como o irmão do advogado é morador de São Paulo, o boletim de ocorrência foi registrado no 35º DP de Jabaquara. A vítima explica que os policiais alertaram que é difícil de identificar o criminoso nesses casos. “Se a própria polícia diz que não vai dar em nada é bem preocupante”, finaliza.

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