Novo programa será apresentado nesta segunda (4) e promete juros menores, descontos de até 90% e uso do FGTS para quitar dívidas.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta segunda-feira (4) o programa Desenrola 2.0, nova etapa da iniciativa voltada à renegociação de dívidas de milhões de brasileiros.
O anúncio oficial será feito pela equipe econômica em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, com a apresentação detalhada das regras, prazos e público-alvo.
A proposta surge em um cenário de alto endividamento no país e busca ampliar o acesso a condições mais favoráveis para quem enfrenta dificuldades financeiras.
De acordo com informações já antecipadas pelo governo, o Desenrola 2.0 permitirá a renegociação de diversos tipos de débitos, incluindo:
- cartão de crédito
- cheque especial
- crédito rotativo
- empréstimos pessoais
- dívidas do Fies (financiamento estudantil)
A medida amplia o alcance do programa anterior, incluindo modalidades que concentram grande parte das dívidas dos brasileiros.
Um dos principais pontos do programa é a redução dos juros, que poderão chegar a até 1,99% ao mês.
Além disso, os descontos sobre o valor total da dívida podem variar entre 30% e 90%, dependendo da situação do débito e do perfil do consumidor.
Segundo o presidente, o objetivo é tornar as parcelas mais acessíveis e dar mais prazo para pagamento.
Outra novidade confirmada é a possibilidade de utilizar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar dívidas.
A proposta permite que cada trabalhador saque até 20% do saldo disponível no fundo para esse fim.
A medida busca dar mais fôlego financeiro aos consumidores e facilitar a saída da inadimplência.
O lançamento do Desenrola 2.0 ocorre em um momento de preocupação com o nível de endividamento das famílias brasileiras.
Dados recentes mostram que:
- cerca de 81,7 milhões de brasileiros estavam endividados em fevereiro, segundo a Serasa
- o comprometimento da renda das famílias chegou a 49,9%, de acordo com o Banco Central do Brasil
- o índice se aproxima do recorde histórico registrado em 2022
- a inadimplência também cresce entre consumidores e empresas
Esse cenário pressiona o consumo, impacta a economia e aumenta a necessidade de políticas públicas voltadas à reorganização financeira da população.
A expectativa do governo é que o programa ajude milhões de brasileiros a regularizar sua situação financeira, voltar ao mercado de crédito e recuperar o poder de consumo.
Especialistas apontam que iniciativas como essa podem ter impacto direto na economia, estimulando o comércio e reduzindo a inadimplência no país.
Os detalhes completos do Desenrola 2.0, incluindo regras específicas, critérios de participação e início das renegociações, serão divulgados oficialmente ao longo desta segunda-feira.



