Grupo preso por clonagem de cartão mirava vítimas com crédito alto, diz polícia

Mandados foram cumpridos em São Paulo na manhã de quinta-feira (3), durante a primeira fase da Operação Loki. Dois ex-jogadores foram presos entre os quatro detidos.

Os três homens que foram presos pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Sorocaba (SP), na quinta-feira (3), em São Paulo, mantinham uma vida de luxo com a clonagem de cartões com limites altos, segundo a polícia.

A Operação Loki investiga o grupo por participarem de uma organização criminosa que usava os dados de vítimas para a compra e revenda de itens de luxo. Vários objetos foram apreendidos, entre eles chips de celular, computadores, relógios, bolsas de grife e dinheiro.

Era madrugada quando os policiais da Deic se reuniram para cumprir os mandados de prisão na capital. Outro quarto suspeito foi preso em flagrante por uso de documento falso durante a ação da polícia.

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Todos moravam em condomínios de luxo e têm entre 20 e 30 anos. Dois são ex-jogadores de futebol: Paulo Miron tem passagens por Corinthians e Ferroviária, e Emerson Gomes, que disputou em Portugal.

Segundo a polícia, a vida luxuosa e as viagens fora do país estavam registradas nas redes sociais dos integrantes da quadrilha. Conforme as investigações, os criminosos podem ter movimentado até dois R$ 2 milhões nos últimos 3 anos.

Em caixas apreendidas na primeira fase da operação têm cerca de R$ 200 mil em mercadorias de luxo. A polícia ainda trabalha para descobrir quantas pessoas foram vítimas da quadrilha. Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão na capital.