Infecção tem alta taxa de mortalidade e pode ser confundida com gripe ou dengue nos primeiros sintomas.
A Hantavirose é uma doença infecciosa grave causada pelo hantavírus, pertencente à família Bunyaviridae. No Brasil, a enfermidade é considerada um problema importante de saúde pública devido à alta taxa de letalidade.
A transmissão ocorre principalmente por meio de roedores silvestres, que eliminam o vírus através da urina, fezes e saliva.
A principal forma de contaminação é pela inalação de partículas contaminadas presentes no ar.
Isso pode acontecer quando locais fechados, com presença de fezes ou urina de ratos, acumulam poeira. Ao varrer ou mexer nesses ambientes, partículas contaminadas podem ser suspensas no ar e inaladas pelas pessoas.
Ambientes como galpões, depósitos, sítios, paióis, casas fechadas e áreas rurais exigem atenção redobrada.
O período de incubação da doença varia entre 3 e 60 dias após a exposição ao vírus, com média de cerca de duas semanas.
Nos primeiros dias, os sintomas podem ser confundidos com gripe, dengue ou outras viroses.
Entre os principais sinais estão:
- Febre alta
- Dores musculares intensas
- Dor de cabeça
- Dores nas articulações
- Cansaço excessivo
- Dor abdominal
- Náuseas e vômitos
Com a progressão da infecção, alguns pacientes desenvolvem a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), considerada a forma mais grave da doença.
Nessa fase, podem surgir:
- Falta de ar intensa
- Tosse
- Queda de pressão
- Comprometimento pulmonar grave
A evolução costuma ser rápida e exige atendimento médico imediato.
Especialistas orientam alguns cuidados importantes:
- Evitar contato com fezes e urina de ratos
- Manter ambientes limpos e ventilados
- Usar máscara e luvas ao limpar locais fechados
- Não varrer poeira seca em locais suspeitos
- Armazenar alimentos corretamente
- Controlar a presença de roedores
Em caso de sintomas após contato com ambientes contaminados, a recomendação é procurar atendimento médico rapidamente.



