HC da Unicamp amplia teste da vacina chinesa contra Covid-19 para mais 500 voluntários

Total de testados pela unidade, que é um dos centros do país envolvidos na fase 3 do estudo, passou a 1 mil pessoas.

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas (SP), inicia uma nova convocação de mais 500 voluntários para o estudo da fase 3 da vacina chinesa Coronavac contra a Covid-19 nesta quarta-feira (7). Com a primeira chamada de profissionais de saúde em agosto, o total de pessoas testadas chegará a 1 mil.

A nova etapa vai abranger voluntários com mais de 60 anos de idade, e amplia de 9 mil para 13 mil o número de testados no Brasil.

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Na semana passada, o Governo do Estado de São Paulo havia anunciado a ampliação, mas sem o detalhamento do cronograma em cada centro de testagem. Foi uma necessidade requerida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A primeira etapa era voltada para adultos saudáveis de 18 a 59 anos, profissionais de saúde, que não tinham sido infectados pelo novo coronavírus e escolhidos aleatoriamente para receber duas doses da vacina experimental. O HC informou que os primeiros 500 já concluíram essa fase e seguem em monitoramento.

Além da mudança na faixa etária para a segunda etapa, os voluntários podem, sim, ter tido Covid-19. “Não será feita triagem para verificação de infecção prévia pelo coronavírus.”, informou o HC da Unicamp.

Quem pode se candidatar na nova etapa

Profissionais da saúde que estejam trabalhando no atendimento a pacientes com Covid-19; Idade acima de 60 anos; Não ter doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

“A vacina contra o coronavírus, desenvolvida pela Sinovac Life Science, é uma das mais promissoras do mundo, porque utiliza tecnologia já conhecida e amplamente aplicada em outras vacinas. Por isso, o Instituto Butantan avalia que sua incorporação ao sistema de saúde deva ocorrer mais facilmente. O laboratório com sede em Pequim já realizou testes do produto em milhares de voluntários na China, nas fases I e II. Antes, o modelo experimental aplicado em macacos apresentou resultados expressivos em termos de resposta imune contra as proteínas do vírus.”, explicou o HC da Unicamp.

16 centros de pesquisa

O número de centros participantes do estudo aumentou de 12 para 16 com a ampliação da testagem. Agora, fazem parte unidades de saúde e pesquisa de Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Pelotas (RS) e Barretos, no interior do estado. 

Veja a relação de todos os centros brasileiros que testam a Coronavac:

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP; Instituto de Infectologia Emílio Ribas; Hospital Israelita Albert Einstein; Universidade Municipal de São Caetano do Sul; Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas); Faculdade de Medicina de Rio Preto; Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto; Universidade de Brasília (UnB); Fiocruz – Município de Niterói/RJ; Universidade Federal de Minas Gerais; Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul; Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná; Barretos (SP); Campo Grande (MS); Cuiabá(MT); Pelotas (RS).