Homem que matou namorada diz ter cometido crime após descobrir suposta traição em Pirassununga, SP

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Uelton Francisco de Oliveira, de 37 anos, se entregou à Polícia Civil na tarde de quinta-feira (21) e prestou depoimento. Ele está preso na cadeia da cidade.

O homem que foi preso suspeito de ter matado a namorada, em Pirassununga (SP), alegou em depoimento à Polícia Civil que cometeu o crime após descobrir uma suposta traição. Uelton Francisco de Oliveira, de 37 anos, está cumprindo prisão temporária na cadeia da cidade após se entregar na delegacia, na tarde de quinta-feira (21).

O crime aconteceu na madrugada de quarta-feira (20), na casa do suspeito. A vítima, Grazieli Lima de Almeida, de 27 anos, foi esfaqueada no pescoço. Após o crime, Oliveira fugiu de taxi até uma área próxima ao rio Mogi Guaçu e passou a noite escondido em um canavial, segundo seu depoimento.

Oliveira disse à polícia que era praticamente casado com Grazieli, mas moravam em casas separadas, ela com a irmã e dois irmãos e ele sozinho. De acordo com a polícia, ele afirmou que vinha desconfiando que estava sendo traído por perceber que a companheira estava mentindo sobre o que fazia durante o dia e porque o celular dela estava com aplicativos que necessitavam de senha. Além disso, segundo ele, a companheira apresentava marcas no pescoço e outros lugares do corpo.

Na noite de terça-feira (19), Grazieli foi até a casa de Oliveira e, segundo a versão dele, após ser pressionada, confessou que estava saindo com outro homem. Os dois então teriam brigado e ele pegou uma faca na cozinha e golpeado a vítima. Ele disse não se lembrar de quantas facadas desferiu.

Ficou escondido em canavial e fugiu pelo rio

Oliveira disse que, após o crime, já na madrugada de quarta-feira, pediu um taxi, foi a duas lojas de conveniência e depois seguiu para o bairro Terras de Santa Maria, onde desceu e caminhou até bairro Muriçoca, onde passou a noite escondido em um canavial.

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Pela manhã, ele teria ido até um racho onde morava uma conhecida e ligado para familiares confessando o crime. Ao ser alertado pela mulher que um carro estava chegando, ele fugiu pelos fundos e se atirou no rio Mogi Guaçu. A fuga foi filmada por um drone que estava sendo usado para ajudar nas buscas.

No depoimento, Oliveira disse que passou a noite em uma mata e na manha de quinta-feira começou a vagar por sítios da região pedindo água e comida. Em um dos locais, o proprietário emprestou o telefone e ele ligou para a mãe, pedindo que o advogado o buscasse.

Segundo advogado de defesa, Nelson Ribeiro Filho, quando foi buscar Oliveira, ele ainda não estava decidido a se entregar e pensava em fugir para fora do país. Ele também teria dito que havia pensando em se matar, mas ao longo do caminho até a cidade, foi convencido a ir para a delegacia. Oliveira já havia cumprido pena por tráfico de drogas e estava solto há cerca de três anos.

Feminicídio

Na manhã de quarta-feira, a Polícia Militar foi até a casa de Oliveira, no Jardim Milenium, após ser acionada pela irmã da vítima que havia encontrado o corpo de Grazieli.

Ela relatou que Grazieli havia passado a noite na casa do namorado e, na quarta-feira, não foi trabalhar e não atendia as ligações telefônicas. Ela, então, chamou um irmão e foram até a casa do suspeito e chamaram por Graziele. Como não houve resposta, eles pularam o muro, conseguiram abrir a porta da sala e viram o corpo caído sobre um colchão, com ferimentos no pescoço.

Uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros e uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e constataram o óbito. As polícias Civil e Militar e a Guarda Civil Municipal (GCM) também foram ao local.

A polícia recolheu o celular do suspeito e da vítima e duas facas. Os objetos irão passar por perícia.

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