Mais de 18 milhões de lares recebem benefícios sociais e programas de transferência de renda no país.
Um novo levantamento divulgado pelo IBGE revelou que quase um quarto das famílias brasileiras depende atualmente de algum tipo de auxílio financeiro do governo para complementar a renda mensal.
Segundo os dados, os programas sociais e benefícios de transferência de renda atendem mais de 18 milhões de domicílios no país. O número representa cerca de 22,7% dos mais de 79 milhões de lares brasileiros.
Apesar de o índice apresentar uma leve redução em comparação com 2024, o percentual ainda segue muito acima do registrado antes da pandemia da Covid-19. Em 2019, por exemplo, aproximadamente 17,9% das famílias recebiam algum tipo de auxílio governamental.
O estudo também destacou uma forte desigualdade regional na distribuição desses benefícios.
As regiões Norte e Nordeste concentram os maiores índices de dependência dos programas sociais. Em alguns estados dessas regiões, quase 40% das famílias recebem auxílio financeiro do governo federal.
Já no Sudeste, a proporção de beneficiários cai para menos de 15% dos domicílios.
O menor índice aparece na região Sul, onde cerca de 10,8% das famílias dependem de programas de transferência de renda.
Especialistas apontam que os programas sociais continuam sendo fundamentais para milhões de brasileiros, principalmente diante do alto custo de vida, desemprego e dificuldades econômicas enfrentadas nos últimos anos.
Entre os principais benefícios estão iniciativas como o Bolsa Família, além de auxílios voltados para gás de cozinha, alimentação e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.
Ao mesmo tempo, os números reacendem debates sobre geração de empregos, crescimento econômico e redução da dependência de programas assistenciais a longo prazo.
Economistas avaliam que os programas de transferência de renda ajudam a movimentar a economia local, principalmente em cidades pequenas e regiões mais pobres, onde parte do comércio depende diretamente do consumo dessas famílias.
Por outro lado, o crescimento da dependência dos auxílios também levanta discussões sobre políticas públicas permanentes para geração de emprego, qualificação profissional e combate à desigualdade social.



