Idoso empurrado por segurança de agência da Caixa Econômica Federal ganha ação em SP

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Sentença garantiu R$ 10,5 mil a engenheiro aposentado.

Um engenheiro aposentado de Santos, no litoral de São Paulo, ganhou uma ação contra a Caixa Econômica Federal por danos morais e materiais somando R$ 10.525, 51. Ele foi empurrado por um segurança que estava a serviço do banco, enquanto estava na agência para sacar uma parcela do auxílio emergencial pago nos primeiros meses de pandemia da Covid-19.

A decisão foi tomada pelo juiz federal de Santos, Cristiano do Carmo Harasymowicz de Almeida Taguatinga e ainda cabe recurso. A Caixa Econômica Federal informou, em nota, que não comenta processos judiciais em curso.

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O caso aconteceu na manhã de 30 de dezembro de 2020. Na ocasião, o autor da queixa, Fernando Caleiro Lima, de 71 anos, foi à agência da Caixa na Rua Marcílio Dias, 170, no bairro Gonzaga, em Santos, em busca de uma parcela do auxílio emergencial garantido pelo governo durante a pandemia da Covid-19.

De acordo com o advogado Sérgio Fabiano, no dia em que o aposentado foi empurrado pelo segurança, os idosos estavam esperando pelo atendimento no sol. “Havia desorganização total na fila”.

“Esse senhor acabou pedindo para que os funcionários tomassem providências. O gerente chamou dois seguranças que foram lá e o intimidaram, um deles acabando por empurrá-lo ao chão”, reforçou o advogado.

O engenheiro fraturou o pulso e, agora, não consegue movimentar normalmente a mão direita. “Ele caiu no chão e, pior ainda, não tomaram qualquer providência para chamar uma ambulância ou assisti-lo na hora. Ele teve que ir por conta própria à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Zona Leste, ao lado da pessoa que o acompanhava”, disse Fabiano.

Preocupação

O caso ocorreu sob a condição da chamada tramitação prioritária, por conta do Estatuto do Idoso. No entender do juiz, “restou comprovada a agressão sofrida pelo autor […]. especialmente pelo registro de ocorrência policial, pela ficha de atendimento hospitalar e pelas imagens do circuito interno da agência da ré no horário dos fatos. O autor comprovou ainda os danos materiais sofridos, passíveis de serem ressarcidos”.

Para Sérgio Fabiano, o caso gera um alerta não só para a Caixa, mas outras instituições financeiras. “Um banco deveria estar pronto para atender aos idosos de forma mais cordial, não-abusiva. O que a gente espera é que, com essa decisão, haja investimento em treinamento de seus funcionários e colaboradores [para lidar com os idosos]”.

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