Idoso recebe nota de R$ 420 como pagamento de empréstimo e devolve R$ 320 de troco para golpista

Segundo a PM, vítima chegou a questionar sobre a veracidade da nota, mas golpista disse que havia sacado o dinheiro em um caixa eletrônico em Unaí (MG). Cédula falsa tem desenhos de bicho-preguiça e de folhas de maconha.

Um idoso, de 75 anos, recebeu uma nota falsa de R$ 420 como pagamento de um empréstimo em Unaí (MG). Como a dívida era de R$ 100, ele também devolveu R$ 320 de troco.

Segundo a Polícia Militar, o responsável por repassar a falsa cédula — que tem desenhos de bicho-preguiça e de folhas de maconha — foi preso após a PM encontrar maconha na casa onde ele morava. “Esse autor [golpista] trabalhava em uma fazenda vizinha ao local onde a vítima mora. Ele pediu R$ 100 emprestado para o idoso e voltou para pagá-lo com a nota falsa. A vítima falou que nunca tinha visto a cédula, mas o autor afirmou que tinha sacado o falso dinheiro em um caixa eletrônico de um banco em Unaí. Ele se aproveitou da situação para ludibriar o idoso”, explica o tenente Henrique Hiroshi Asanome.

Após saberem do fato, os policiais foram até o local onde o homem que repassou a cédula falsa mora. “O dono da casa onde ele morava temporariamente autorizou a nossa entrada e, já na varanda, nós vimos um vaso com um pé de maconha. Entramos e encontramos um embrulho grande contendo um tablete e duas porções da droga. Durante as buscas, ainda localizamos outra porção de maconha e R$ 56.”

Ainda de acordo com o tenente, o golpista afirmou que está em liberdade condicional e que tem passagens por roubo e receptação. Ele foi preso por tráfico de drogas. 

Em nota, a Polícia Civil informou que o homem foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. “Quanto ao crimes de moeda falsa, não há que se falar nesta tipificação, haja vista ser a cédula de R$ R$ 420 uma falsificação grosseira, o que configuraria, neste caso, ‘in tese’ o crime de estelionato, que segue sendo apurado através de diligências investigativas. Informamos ainda que o autor não se encontrava em situação de flagrante quanto ao crime de estelionato e a vítima também não foi levada à Delegacia pela Polícia Militar.”

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ÁGIL DPVAT