Influenciadora desabafa e denuncia pai por estupro

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Rosa Cristina conta que tinha 8 anos quando os abusos começaram.

A influenciadora Rosa Cristina compartilhou uma carta aberta com os seguidores relatando ter sido abusada pelo próprio pai durante sua infância. O desabafo comoveu internautas e gerou indignação, viralizando nas redes sociais.

Segundo Rosa, ela tinha 8 anos quando foi abusada pela primeira vez. A influenciadora conta que estava deitada em sua cama durante a madrugada, quando um homem entrou em seu quarto e a violentou. Na ocasião, seus irmãos dormiam em um beliche, do outro lado do ambiente.

– Alguém entrou lá durante a madrugada e se deitou comigo, quando eu acordei essa pessoa (que pra mim era um ladrão que tinha entrado) estava com a mão dentro da minha calcinha me acariciando. Essa é a minha primeira lembrança. Pai, na hora eu pensei em te gritar, no mínimo você mataria alguém que me tocasse… Só que eu vi essa pessoa levantar e ir até a cama dos meus irmãos, foi aí que eu enxerguei que o ladrão ERA O MEU PAI! – escreveu.

Ela prossegue contando que as “visitas noturnas viraram rotina” durante os anos que se seguiram.

– Depois disso, você [pai] me teve como sua mulher várias vezes inclusive na cama em que dormia com a minha mãe, e com os meus irmãos deitados do lado e de baixo do mesmo cobertor – assinalou.

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Rosa afirma que, na época, ele atuava como pastor em uma igreja de Brasília.

– Você lembra da época que foi pastor? Lembra que eu não podia pintar as unhas? Lembra de quando eu fui sair de legging pra aula de educação física e você disse “coloca uma saia abaixo do joelho pq está marcando seu corpo e os homens vão olhar e te desejar”. Lembra quando eu andei de toalha pela casa e você disse “coloca uma roupa que teus irmãos [CRIANÇAS] vão ficar de p** duro te olhando. Lembra quando deixou 100 reais na minha cabeceira, deitou ao meu lado e falou “calma, hoje não vou mexer com você” – prosseguiu.

A influencer diz que os abusos só pararam quando ela passou a morar com os avós, no estado do Maranhão. À época, ela tinha 13 anos e relatou a violência aos avós, mas eles não acreditaram.

– Não posso deixar de citar o dia em que eu gritei por socorro, e você se ajoelhou de frente à minha avó e jurou pela sua mãe que nunca teria me tocado. Que loucura, né? Apanhei e fui obrigada a te pedir perdão – lembrou.

Quando completou maior idade, Rosa decidiu registrar um boletim de ocorrência contra o pai. Ela conta que sonha em viver em um mundo “em que pessoas como ele não fiquem soltas cometendo mais crimes”. O processo foi acolhido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Território (MPDFT).

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