Instituto do Câncer de São Paulo reforça a importância do tratamento durante pandemia

Hospital realiza, em média, mais de 4 mil consultas médicas por mês nos grupos de mastologia e oncologia mamária.

Instituto do Câncer de São Paulo, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), participa da campanha “Outubro Rosa” com ações digitais para a conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama, além de alertar sobre a importância da manutenção do tratamento durante a pandemia.

“Dar continuidade ao tratamento de câncer de mama é importante para que a doença não progrida, o que reduz as chances de cura e o tempo de sobrevida dessa paciente”, diz a oncologista e diretora de corpo clínico do Instituto, Maria Del Pilar Estevez Diz.

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“Quando você tem uma doença séria como o câncer, é preciso se cercar de todos os cuidados para não atrasar o tratamento, pois, se realizado tardiamente, requer abordagens mais agressivas, o que pode acarretar prejuízos à qualidade de vida”, completa.

O Instituto adotou medidas para que os pacientes pudessem dar continuidade aos seus tratamentos de maneira segura. Isso também vale para novos diagnósticos, pois muitas mulheres estão esperando a pandemia acabar para retomar consultas médicas e exames de rotina para detecção do câncer de mama.

“Não é preciso ter medo, basta seguir se protegendo da COVID-19, com distanciamento social, uso de máscara, higiene das mãos e uso de álcool em gel”, alerta a oncologista.

Sinais de alerta

Para a médica responsável pelo Grupo de Oncologia Mamária, Laura Testa, o receio de procurar um médico pode levar a um diagnóstico tardio de câncer e diminuir as chances de cura, por isso, é importante não negligenciar os sinais de alerta e buscar um ginecologista ou mastologista.

“Um diagnóstico precoce possibilita tratamentos menos invasivos, com maiores chances de sucesso e mais qualidade de vida ao paciente”, afirma. O câncer de mama é o tipo da doença maligna mais comum entre as mulheres no mundo todo. No Instituto, os grupos de Mastologia e Oncologia Mamária realizam em média 4,2 mil consultas médicas por mês.

O câncer de mama é a multiplicação incontrolável de células anormais, podendo ter origem por alterações genéticas (adquiridas ou hereditárias) e boa parte dos diagnósticos têm evolução favorável se tratados em tempo adequado. Por isso, é importante conhecer o seu corpo e ficar alerta aos sinais incomuns que ele possa apresentar, como retração da pele, vermelhidão, inchaço com aspecto semelhante à casca de laranja, ferida ou descamação do mamilo e saída de secreção.

“Visitar o médico anualmente e realizar exames de rotina podem auxiliar na detecção inicial do câncer e de outras doenças”, reforça o médico-chefe do Serviço de Mastologia, José Roberto Filassi.

De acordo com o mastologista, no Brasil, o percentual de jovens acometidas por câncer de mama é elevado. Cerca de 35% das mulheres possuem menos de 50 anos, enquanto 10% têm menos de 40. Com isso, as consultas ginecológicas devem ser realizadas anualmente, desde a adolescência, visando à prevenção e diagnóstico precoce de doenças femininas e mamárias.

“É importante lembrar que a grande maioria das alterações ou nódulos das mamas são benignos e cabe ao mastologista, que é o especialista em doenças da mama, esclarecer o diagnóstico”, completa.