Jornalista Ramon Rossi é vítima de homofobia em posto de combustíveis em Araras, SP

O caso ganhou tanto destaque na programação do canal que o apresentador e diretor de jornalismo Pietro Jr. foi à defesa de Rossi ao vivo.

Nesta segunda-feira (23), Ramon Rossi, repórter da Rede Opinião de TV e também folguista na apresentação do Opinião da Cidade, telejornal da emissora, sofreu um ataque de homofobia em um posto de combustíveis de Araras (SP). Ele não revelou o nome do estabelecimento.

O caso ganhou tanto destaque na programação do canal que o apresentador e diretor de jornalismo Pietro Jr. foi à defesa de Rossi ao vivo. “Eu não conheço, mas conheço o profissional que tenho nesta Casa e, se ele estivesse no seu lugar, faria dez vezes melhor que você. É um profissional que coloco a mão no fogo aqui. Ele faz um trabalho 100% e não merece ser tratado dessa maneira”, disse o apresentador.

clique na imagem e saiba mais

Na ocasião, o cinegrafista e editor da TV também foi atacado. Ramon Rossi conversou com a nossa reportagem. “Hoje, por volta das 10h30, algo que sempre pareceu distante de mim aconteceu comigo. A funcionária do posto no qual abasteço o carro da empresa fez comentários de cunho homofóbicos sobre mim. Primeiro, o cinegrafista que me acompanha diariamente foi até o local (hoje sozinho com seu carro particular) e foi questionado por ela se ele era gay. Respondido que não, ela então insistiu: “Ah, porque você sempre anda com marico e quando eu vou abastecer o carro de vocês, ele me olha encarando, ele tá com ciúmes, será?”.

Segundo o jornalista, marico é um dos diversos adjetivos que são utilizados por pessoas homofóbicas. “Ela estava falando de mim, questionou a minha maquiagem – item fundamental no meu trabalho de repórter de TV. Para título de curiosidade, marico é um dos diversos adjetivos que são utilizados por pessoas homofóbicas. Depois disso, eu fui até o posto para entender a situação e os motivos dela ter se incomodado comigo. E lá só tive mais certeza: ela estava incomodada com quem eu sou. Simplesmente isso”, ressaltou.

De acordo com Rossi, a frentista ainda tentou justificar sua ação preconceituosa. “Ela criou algo em sua cabeça sobre eu estar encarando-a (o que não aconteceu) para justificar sua ação de preconceito. Não diz respeito a ela, e nem a ninguém, qual é minha orientação sexual. Independente do que eu sou ou deixo de ser, ninguém merece ser tratado como eu fui.

É importante frisar que os comentários feitos por ela podem ser considerados crime de homofobia. “Vim a público relatar o que aconteceu comigo porque acredito que é assim, expondo pessoas intolerantes, que vamos contribuir para que mais ninguém se sinta no direito de ofender outra pessoa pelo que ela é ou por quem ela se relaciona”, finalizou Ramon.