Jovem de 21 anos complementa renda familiar passando “pretinho” em pneus de carros em Araras, SP

Durante nossa conversa, com os olhos cheios de lágrimas e a voz um pouco embargada pela emoção, o jovem batalhador disse que queria um emprego, sua primeira oportunidade.

Com a aceleração da vacinação na maior parte do país, os brasileiros já começam a vislumbrar uma luz no fim do túnel da pandemia do coronavírus, que deixou muita gente desempregada, muitas delas passando fome.

Diante da perspectiva de gradual volta à normalidade, espera-se que a taxa de desemprego possa voltar a cair, e parte dos desempregados e desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego) consigam se recolocar no mercado de trabalho.

Se para quem estava empregado e ficou desempregado já está difícil voltar ao trabalho, imagine para quem está em busca do primeiro emprego em plena pandemia! Podemos dizer que se trata de uma missão quase impossível.

Jovem Matheus

Na noite de terça-feira (31), nossa reportagem conheceu de perto o esfoço do jovem Matheus de 21 anos (assista ao vídeo abaixo), morador no Condominio Residencial Arnaldo Mazon, que ao ver a situação de sua família diante da crise que pegou todos nós, começou a fazer o serviço de olhar carros em uma choperia na Avenida Dona Renata aos finais de semana. Só que por conta das restrições esse tipo de estabelecimento passou a maior parte da pandemia fechado, com isso Matheus, se viu sem sua renda.

O jovem, pegou um balde e um pincel, preparou uma solução líquida para limpeza e brilho dos pneus que chamamos de “pretinho”, e começou a frequentar o estacionamento e ruas laterais do Delta Supermercados. E nesse lugar ele que chega logo após o almoço e fica até às 22h, quando o mercado fecha, acabou conquistando seus clientes e muitos amigos.

Complemento de renda familiar

Todo dinheiro que Matheus ganha, ele leva pra sua casa e ajuda no complemento da renda familiar. Eu ajudo minha mãe, ajudo meu filho, ajudo meus irmãos. Eu acho difícil ver faltando as coisas em casa eu não aguento, eu pego eu vou atrás de levantar dinheiro”, disse.

Durante nossa conversa, com os olhos cheios de lágrimas e a voz um pouco embargada pela emoção, o jovem batalhador disse que queria um emprego, sua primeira oportunidade. Quem tiver uma vaga, e puder ajudar, o telefone para contato é o (19) 9-8457-5593, falar com Roseli, que é a mãe de Matheus.

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ÁGIL DPVAT