Jovem que teve rosto tatuado pelo ex começa sessões para retirada: ‘Sensação de alívio’

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Processo para remoção é lento e, segundo esteticista, marca vai desaparecendo aos poucos.

A operadora de caixa Tayane Caldas, que teve o rosto tatuado à força pelo ex-namorado em Taubaté, no interior de São Paulo, começou, nesta quinta-feira (26), as sessões para a retirada da tatuagem. “Sensação de alívio”, disse a jovem em vídeo postado pela clínica que está realizando o procedimento.

A dona da clínica explicou que o pigmento não sai na hora, então em cada sessão o objetivo é que a tatuagem — que é o nome do ex de Tayane — fique cada vez mais fraca, até que, enfim, desapareça. “É um tratamento e vai demorar um tempo, mas só de darmos o primeiro passo já é um alívio para ela”, disse a esteticista Cinthia Diaz.

Em seu perfil numa rede social, Tayane explicou que o período de espera entre cada sessão é de 30 a 40 dias. “Vai ser um processo muito longo para remover tudo”, escreveu.

A jovem foi sequestrada, amarrada e teve o rosto tatuado à força pelo ex-namorado Gabriel Coelho, que foi preso após o crime. Durante o cárcere privado, que durou praticamente 24 horas, o suspeito ameaçou e agrediu a jovem.

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Tayane disse que gritava pedindo socorro, mas sempre que fazia isso levava socos na cabeça. Gabriel já tinha dois mandados de medida protetiva, que foram descumpridos. Os dois tiveram um relacionamento de três anos marcados por agressões e ameaças – inclusive, à família de Tayane.

Em entrevista ao R7, a mãe da jovem, Débora Velloso, explicou que, agora, quase não vê a filha, pois está tentando resolver o processo junto com a advogada. Ela explicou que Gabriel teve apenas prisão preventiva decretada e a filha luta para que ele passe mais tempo na cadeia.

Ainda segundo Débora, as sessões da filha para a retirada total da tatuagem devem durar até o fim do ano e, como mãe, está muito agradecida à clínica que se ofereceu a realizar o procedimento de graça.

“Deus colocou pessoas de bom coração nas nossas vidas, que estão querendo nos ajudar, porque, se não fosse isso, não sei o que seria da minha filha. Assalariada, ganhando mil reais por mês, não ia dar certo”, desabafou.

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