Jovem relata desespero ao tentar salvar homem que morreu em lua de mel: ‘Pânico’

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De acordo com ele, região do incidente tem muitas ocorrências de afogamento, mas não tem salva-vidas. Allan Phelipe morreu afogado na frente da esposa em lua de mel.

Por G1 Santos

“Me senti muito mal. A praia inteira parou para tentar ajudar. Foi um momento de pânico, todo mundo apreensivo. Eu cheguei a ver ele e entrei na direção para tentar salvá-lo, mas ele foi arrastado muito rápido pela correnteza”, conta o jovem aprendiz Richard Ribeiro, de 16 anos, que tentou salvar Allan Phelipe Alves Coelho, de 20 anos, em uma praia de Itanhaém, no litoral de São Paulo. A vítima morreu afogada na frente da esposa durante as comemorações de lua de mel.

Allan e a esposa, de 19 anos, são de São Paulo e celebravam a lua de mel na praia de Balneário Jequitibá quando, no último domingo (29), ainda pela manhã, foram surpreendidos por uma forte correnteza no mar. Ela gritou por socorro e um banhista que estava próximo ao local conseguiu resgatá-la. Quando a jovem já estava a salvo na areia, Richard soube do ocorrido e tentou salvar o marido dela.

Ele conta que a família tem um quiosque na praia e ele estava trabalhando de garçom na hora do incidente. “Surfo todos os dias aqui e sempre tem essas ocorrência em que me disponho a entrar no mar. Essa não foi diferente, mas por azar minha prancha não estava comigo”, diz.

O jovem afirma que, então, largou todos os pertences e, com o auxílio de uma boia, entrou no mar. “Fiquei cerca de 20 minutos procurando por ele. Depois os bombeiros chegaram e me tiraram da água. Procuraram o corpo por duas horas, mas sem sucesso, infelizmente. O mar estava muito forte”.

Equipes do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) foram acionadas e realizaram buscas no entorno, mas o rapaz não foi encontrado. A jovem fez um boletim de ocorrência registrando o desaparecimento do marido no 3º Distrito Policial de Itanhaém na manhã da última segunda-feira (30).

Richard acompanhou a apreensão da família após o desaparecimento de Allan. “Estavam todos muito abalados e tristes. Vi a felicidade deles na foto das redes sociais e, saber que aconteceu isso, foi muito difícil”, conta.

O corpo da vítima foi encontrado somente no início da noite desta quarta-feira (2), três dias após o desaparecimento, em uma praia da cidade vizinha, Peruíbe. Segundo Richard, apesar do registro de grande quantidade de ocorrências de afogamento no local, só há salva-vidas entre dezembro e fevereiro, época de temporada. “Tanto que nas férias de julho faço salvamento direto”, acrescenta.

A mãe de Allan também chegou a relatar a revolta e dor diante do ocorrido. “Os políticos roubam tanto e não usam o dinheiro no que precisa. Espero que nenhuma outra mãe passe pelo que estou passando”, disse.