Justiça aceita denúncia, e estudante que matou amiga gamer vira réu

TJ-SP recebeu nesta sexta-feira (26) denúncia do Ministério Público de São Paulo. Jovem matou a amiga na última segunda-feira (22).

A Justiça de São Paulo recebeu nesta sexta-feira (26) a denúncia do Ministério Público contra Guilherme Costa, 18, que confessou ter matado a facadas a jovem gamer e sua amiga Ingrid Bueno na última segunda-feira (22) em Pirituba, zona norte de São Paulo (SP).

O juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, autorizou a quebra de sigilo de dados do celular de Guilherme, que agora é réu, para apurar se o jovem agiu sozinho ou se há mais pessoas que podem ser vítimas em potencial, uma vez que o acusado havia dito que era “um soldado de um exército”.

Serão coletados dados como ligações, fotos, mensagens e trocas de informações em redes sociais e aplicativos. Paukoski ainda determinou a “instauração de incidente para verificação de insanidade mental” de Guilherme.

Ingrid foi morta na última segunda-feira (22) por Guilherme, que foi preso — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O caso

Policiais militares foram chamados para atender uma ocorrência de mulher esfaqueada. No local, acharam a vítima com diversas facadas. O óbito foi constatado por uma equipe do resgate.

Após ferir a vítima, o estudante fugiu. O irmão dele contou que chegou em casa e encontrou a jovem já desmaiada. Ele não a conhecia. O suspeito disse aos familiares que iria cometer suicídio, mas seu irmão conseguiu convencê-lo a se entregar.

Ao se apresentar à polícia meia hora após o crime, Guilherme confessou tudo. Durante a gravação de um vídeo, o jovem foi perguntado sobre a motivação para o crime. “Porque eu quis”, respondeu. Ele ainda disse que sua sanidade mental estava apta e reiterou que assassinou a jovem por vontade própria.

Os agentes conseguiram uma cópia do suposto livro escrito por Guilherme, que foi anexada ao inquérito policial. O celular foi apreendido. O caso foi registrado como homicídio qualificado no 87º DP, na Vila Pereira Barreto.

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ÁGIL DPVAT