Justiça condena a 18 anos homem que matou técnica de enfermagem e deixou carta antes da fuga

Kelly Christina Parreira, de 40 anos, foi encontrada pela mãe, em Sorocaba (SP). Rapaz tentou fugir e foi visto descendo de um ônibus em Itapetininga (SP); vítima tinha app no celular que rastreava localização.

A Justiça condenou em júri popular, nesta terça-feira (17), a 18 anos de prisão o namorado da técnica de enfermagem Kelly Christina Parreira, de 40 anos, encontrada morta em Sorocaba (SP). Anteriormente, ele confessou à Polícia Civil que estrangulou a vítima por ciúme.

A Justiça entendeu que houve homicídio com motivo torpe, meio cruel, sem defesa da vítima e feminicídio. O réu não poderá recorrer em liberdade. Durante a investigação, a antiga Delegacia de Investigações Gerais (DIG) encontrou Alisson Raszejas depois de ter sido visto descendo de um ônibus, em Itapetininga (SP).

Na mala que o homem carregava antes de ser detido, segundo a PM, foram encontradas roupas e alguns remédios de uso controlado para depressão, além de um documento e dois cartões no nome da vítima.

clique na imagem e saiba mais

Morta em casa

A vítima foi achada após ficar dois dias sem atender ligações da família, que mora em Itapetininga (SP). A situação preocupou a mãe, que foi até a casa dela, em um condomínio na zona oeste de Sorocaba.

Kelly estava deitada na cama, com lesões no pescoço e o corpo parcialmente coberto. A janela do cômodo estava encostada. A vítima chegou a contar para parentes e amigos que era agredida pelo companheiro.

De acordo com a família, o casal estava junto há cerca de um ano e, aparentemente, os dois mantinham um relacionamento tranquilo. Uma carta foi recolhida na cena do crime e passou por perícia. No papel, ele escreveu os motivos que o levaram a cometer o crime.

Celular rastreado

Horas antes do homicídio, a vítima saiu para trabalhar e, pelo celular, o homem notou que ela estava parada em um local perto de uma churrascaria. No entanto, os dois tinham nos celulares um aplicativo de rastreamento nos aparelhos, com consentimento de ambos.

Na ocasião, ele foi até o local e viu a moto da vítima estacionada ao lado de um carro. Em determinado momento, o réu insistiu para que a ex-mulher fosse para casa. Quando chegaram à residência, ele esganou-a, cobriu-a com um cobertor e escreveu a carta.

Carta foi recolhida pela Polícia Civil em Sorocaba — Foto: Arquivo