Justiça considera legítima defesa e arquiva caso de dono de loja que matou três ladrões

Ocorrência foi registrada em uma loja de roupas e acessórios na zona norte de Sorocaba (SP), em outubro de 2020.

A Justiça entendeu como legítima defesa e arquivou o caso do dono de loja que atirou e matou três ladrões durante um assalto em Sorocaba (SP). A ocorrência foi registrada em 7 de outubro de 2020.

De acordo com informações, a Polícia Civil não indiciou o empresário pela mortes e encaminhou o inquérito ao Fórum. A investigação foi finalizada em março e nesta sexta-feira (28) confirmado o arquivamento. O Ministério Público não pediu indiciamento do comerciante pelos homicídios e entendeu que ele se defendeu no assalto.

O caso foi registrado no Jardim São Guilherme, zona norte da cidade. Na época, a Polícia Civil informou que os três homens entraram no comércio por volta das 11h e ficaram alguns minutos conversando com o comerciante.

As câmeras de segurança do local registraram o momento em que um dos suspeitos sacou a arma e apontou para o dono da loja, que também pegou uma revólver da cintura. Houve troca de tiros e o trio foi baleado.

Foram realizadas perícias em celulares, no computador e nas imagens. A arma do empresário com a numeração raspada também foi apreendida. Ele alegou à polícia que estava em processo de regularizar o porte.

Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Sorocaba e foram identificados. O caso foi investigado como tentativa de roubo seguida de homicídio. Na ocasião, o dono de loja afirmou à polícia que agiu em legítima defesa e que não conhecia o trio.

Na delegacia, o comerciante também contou que teve o pai assassinado durante um assalto no mesmo local. O empresário disse também ao delegado que estava trabalhando quando o grupo chegou no local e simulou que queria fazer compras. As armas dos criminosos e do comerciante foram recuperadas em um matagal.

Os três rapazes eram um homem de 32 anos com passagens pela polícia por receptação e que já esteve preso; um homem de 30 anos que também esteve preso por roubo; e um jovem de 20 anos sem passagem.

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ÁGIL DPVAT