Justiça mantém prisão preventiva de técnica de enfermagem e outras três pessoas por venda ilegal de canetas emagrecedoras em Araras, SP

A investigação ganhou maior gravidade após uma pessoa que teria utilizado uma das canetas comercializadas ser hospitalizada em estado grave. A Polícia Civil apura se existe relação entre o uso do produto e o quadro de saúde apresentado pela paciente.

A Justiça manteve a prisão de quatro pessoas investigadas pela venda irregular de canetas emagrecedoras de origem estrangeira e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em Araras (SP). A investigação apura a comercialização dos produtos, que, segundo as autoridades, eram oferecidos por meio das redes sociais.

Duas mulheres e dois homens haviam sido presos em flagrante na quarta-feira (12), durante uma operação da Polícia Civil que cumpriu mandados de busca e apreensão. Na quinta-feira (13), durante audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.

Entre os presos está uma técnica de enfermagem. A investigação apura a comercialização dos produtos, que, segundo as autoridades, eram oferecidos por meio das redes sociais. De acordo com a Polícia Civil, os investigados também dividiam os produtos em seringas, semelhantes às utilizadas para aplicação de insulina, com o objetivo de comercializar doses por valores mais baixos.

Investigação apura relação com internação

A investigação ganhou maior gravidade após uma pessoa que teria utilizado uma das canetas comercializadas ser hospitalizada em estado grave. A Polícia Civil apura se existe relação entre o uso do produto e o quadro de saúde apresentado pela paciente.

Durante as diligências, a Vigilância Sanitária também participou das ações e, segundo a polícia, os produtos apreendidos não apresentavam origem definida e não possuíam registro na Anvisa. O delegado responsável pelo caso, Tabajara Zuliani dos Santos, informou que os investigados teriam admitido informalmente a comercialização dos produtos, mas alegaram não ter conhecimento de que a prática seria ilegal.

Segundo o delegado, a origem estrangeira e a ausência de registro dos produtos levantaram preocupações relacionadas à saúde pública. As investigações continuam para identificar a origem das canetas, a forma como eram adquiridas e distribuídas e a eventual relação entre os produtos comercializados e o caso da paciente hospitalizada.

A prisão preventiva foi mantida pela Justiça durante a audiência de custódia. Os investigados permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito policial prossegue.

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