Justiça suspende leilão de 131 cães Lulus da Pomerânia resgatados de canil clandestino em Limeira, SP

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Animais foram acolhidos em situação de maus-tratos em abril; casal responsável chegou a ser preso, foram liberados após pagamento de fiança e recorrem pela retomada de tutela.

A Justiça de Limeira (SP) suspendeu temporariamente o leilão de 138 animais resgatados em situação de maus-tratos de um canil clandestino na cidade, sendo 131 cães da raça Lulu da Pomerânia.

A decisão foi assinada pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Limeira (SP), Guilherme Lopes Alves Lamas, no último dia 15 de julho, mesmo dia em que a Associação Limeirense de Proteção aos Animais (Alpa), entidade que resgatou parte dos cães e gatos em situação de maus-tratos, afirmou que que 18 cachorros morreram, a maioria deles devido à cinomose, e outros por problemas cardíacos e má-formação congênita.

O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas tinha nomeado um leiloeiro para estabelecer os procedimentos de alienação dos animais vítimas de maus-tratos. Mas, ponderou as considerações da Associação Limeirense de Proteção aos Animais (Alpa). A Alpa, que resgatou 69 dos 138 cães e gatos do canil clandestino em Limeira, pediu preferência na aquisição dos animais e defende que eles sejam disponibilizados para adoção e aguarda decisão.

“Seguimos na esperança de termos a tutela definitiva dos animais, ficamos felizes e aliviados com a decisão do juiz, que levou em consideração nossas ressalvas em busca da proteção e da dignidade desses animais. Seguimos na esperança que, muito em breve, tenhamos a tutela definitiva”, afirmou em nota a presidente da ONG, Cassiana de Oliveira Fagoti.

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A instituição também ressaltou que os animais permanecem sob sua tutela, e desmentiu boatos que estariam circulando em redes sociais que os cães teriam sido vendidos pela Alpa, para arcar com os custos. Todos os animais resgatados pela Alpa, segundo da ONG, já chegaram doentes à instituição. A organização afirma ainda que os outros animais internados também correm risco e que lamenta a situação.

“Os animais, todos vítimas de maus tratos, apresentavam péssimo estado de saúde, derivado dos cruzamentos entre animais doentes, sem a devida supervisão de profissional competente, gerando filhotes doentes, todos desacompanhados de cuidados, na situação insalubre, ao meio de fezes, sem alimentação ou água, sem vacinação, sem tratamento, gerando dor e sofrimento”, disse em trecho da publicação nas redes sociais.

A Alpa afirmou ainda, em nota, que todos os animais laudo com atestado de óbito por veterinário responsável. A organização assumiu a tutela temporária e, segundo informou em nota, também os custos de tratamento do cães e gatos resgatados.

“[…] os quais hoje somam valor superior a R$ 300.000, não sendo este, no entanto, empecilho para que todos os esforços sejam feitos para que os animais possam sobreviver, estando a ONG, cujo trabalho é totalmente voluntário, a buscar recursos por meio de doações para custear todo tratamento”, declarou.

De acordo com a Associação, todos os animais passaram por consulta veterinária e exames, foram medicados e microchipados. As fêmeas passaram por ultrassom e receberam cuidados.

“Porém, com pesar, a ONG informa que devido às lamentáveis condições de saúde e ausência de cuidados básicos como vacinas, alguns animais vieram à óbito no decorrer dos dias subsequentes ao resgate, gerando ainda mais revolta à todos os envolvidos em seus cuidados”, afirmou.

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