Mãe e filho de dois anos são mantidos em cárcere privado e torturados, no litoral de SP

Companheiro de jovem de 29 anos, segundo a polícia, a mantinha trancada com a criança sem alimentação ou higiene, além de agredi-la e a ameaçá-la constantemente.

Um homem de 29 anos foi preso por policiais civis da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, no litoral de São Paulo, após manter a companheira, de 18 anos, e o filho dela, de dois, trancados em uma pequena edícula, sem alimentação ou higiene. A jovem, de acordo com a polícia, sofria ameaças, tortura e agressões constantes. Ela e o filho eram mantidos em cárcere.

A investigação desses crimes teve início após a Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande receber uma denúncia anônima sobre uma mulher que estava sendo mantida em cárcere privado e gritava por socorro de forma desesperada e constante, chamando a atenção dos vizinhos.

Segundo informações da Associação dos GCMs da Baixada Santista, após a denúncia, os guardas fizeram patrulhamento no Bairro Trevo, apontado pelo denunciante. No local, viram uma mulher, que não quis se apresentar, mas apontou para uma residência no mesmo terreno.

Naquele local, a GCM afirma que existia algumas casas sobrepostas, aparentando ser um bangalô. Os guardas então entraram no terreno e avistaram uma mulher com uma criança, trancada em um cômodo insalubre e com janela gradeada, além de porta com fechadura do tipo tetra.

Os agentes então fizeram um breve contato com a jovem, que relatou que era mantida trancada no cômodo, sem alimentação e sem comunicação com outras pessoas. Ela também contou que era agredida pelo seu companheiro, além de sofrer ameaças constantes. A vítima ainda afirmou que queria ajuda, um abrigo e comida para seu filho e que gostaria de voltar para o nordeste, onde mora sua família.

Os guardas então acionaram o Conselho Tutelar, a assistência social e a Polícia Civil. Em seguida, libertaram as vítimas. A viatura da GCM preservou o local até a chegada da perícia. A vítima e seu filho foram encaminhados ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e ficaram aos cuidados de uma assistente social.

O autor compareceu à residência, procurando por sua esposa. Ele foi abordado pela equipe e qualificado, sendo conduzido até a DDM à pedido da delegada, para prestar depoimento. O suspeito foi liberado, mas entregou toda a documentação pessoal da vítima, que foi repassada a assistente social que está acompanhado o caso.

Em seguida, a delegada representou pela prisão temporária do homem e decretação de medida protetiva de urgência, ambas acatadas pelo Poder Judiciário. Com isso, os policiais civis cumpriram mandato de prisão contra o suspeito. Segundo a Polícia Civil, o homem responderá pelos crimes violência doméstica, sequestro e cárcere privado, ameaça e lesão corporal.

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ÁGIL DPVAT