Mãe que fez bebê refém foi presa por tentativa de homicídio e cárcere privado em Cordeirópolis, SP

Criança passou sete horas trancada no apartamento com mulher em surto nesta quinta (10); Equipes dos Bombeiros e do Gate fizeram resgate da criança após invadirem prédio.

A Polícia Civil de Limeira (SP) prendeu em flagrante uma mulher de 33 anos, que fez a filha, de um mês, refém e agrediu o marido com uma faca, em Cordeirópolis (SP), nesta quinta-feira (10). Ela deve responder por dupla tentativa de homicídio e cárcere privado, segundo o delegado responsável pelo caso.

O marido passa bem e a criança segue internada na Santa Casa de Limeira, sem risco de morte, informou o hospital. De acordo com o delegado, Leonardo Burger, a mulher deverá passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (11).

A mãe da criança teve um surto durante desentendimento com o marido. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) precisou ser acionado para conduzir a operação de resgate. “A informação que temos é que fez uso de entorpecentes e que sofre de problemas psicológicos”, disse o comandante do Gate, Gustavo Mercadante.

A mulher não demonstrou possibilidade de negociação e chegou a balançar a criança fora da janela. Segundo a polícia, a mulher é dependente química e teria passado a noite consumindo drogas. “Sem prosperar em nada na negociação, resolvemos partir para invasão do imóvel, justamente para tentar preservar a vida do bebê, contou. “Se nós ficássemos protelando, sem tomarmos uma atitude, provavelmente, perderíamos essa criança”, afirmou Mercadante.

A criança foi resgatada com desidratação e dificuldade para respirar. O bebê ainda tinha um corte superficial na perna. A mãe também chegou a ser atendida em hospital de Limeira porque se feriu no pescoço. 

No hospital, a criança não está acompanhada de nenhum familiar, segundo o delegado. O Conselho Tutelar foi acionado e a Promotoria da Infância e Juventude vai analisar qual será a medida mais segura para o bebê.

Policiais do Gate usaram bomba para distrair mãe e resgatar bebê em Cordeirópolis — Foto: Reprodução/EPTV

Ação de resgate: rapel e uso de bomba

O caso mobilizou equipes da Polícia Militar (PM) e da Guarda. Após agredir o marido durante briga no apartamento onde mora com ele e a filha, a mulher se trancou no imóvel, se recusava a sair e ameaça jogar o bebê pela janela, segundo os policiais.

Sem conseguirem convencê-la de se entregar, uma equipe do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi acionada. A negociação durou cerca de quatro horas. Os policiais fizeram rapel para entrar no apartamento.

Para distrair a mulher, que manteve o bebê refém por cerca de sete horas no apartamento, e conseguir resgatar a criança, os policiais usaram uma bomba do lado de fora do imóvel. A família afirmou, que a mãe da criança sofre de depressão e o quadro se intensificou durante a gravidez.

Os dois foram encaminhados para o Hospital Municipal de Cordeirópolis. A mãe tinha um corte no pescoço. Segundo a polícia, provocado por ela mesma na tentativa de tirar a própria vida. A criança teve um ferimento na perna. Segundo o Major da Polícia Militar, Marcelo Facadio, ela estava sob surto. “Não sabíamos se era por efeito de drogas, por remédios ou a falta deles”, afirmou.

Os familiares acompanharam o trabalho de resgate. Parte dos agentes treinados usou equipamentos para escalar o prédio onde a mulher e o bebê estavam trancados, e aguardava a chance de entrar no apartamento pela janela.

Os agentes do Gate tentavam entender qual era a situação dentro do apartamento. Pouco antes das 11h, os policiais decidiram entrar no imóvel porque a mãe não quis abrir a porta espontaneamente.

Após entrarem no apartamento, os agentes conseguiram resgatar o bebê e, junto às equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), atender também a mãe.

Polícia investiga ferimentos

A polícia afirma que investiga a causa de um ferimento na perna do bebê para decidir se pede a prisão da mãe. “Não sabemos exatamente se o corte na criança foi intencional ou um acidente em decorrência do ocorrido”, disse o delegado Leonardo Burger.

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