Maioria das mulheres considera desigualdade de gênero alta no Brasil

Pesquisa aponta que maioria das mulheres brasileiras teme violência e considera que desigualdade de gênero é alta no país. Maioria também diz já ter sido vítima ou presenciado atos de violência ou preconceito.

Segundo a 10ª Edição da pesquisa Observatório FEBRABAN, a maioria das mulheres teme a violência e considera que a desigualdade de gênero no Brasil é alta.

O estudo foi realizado pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), e entrevistou cerca de 3 mil mulheres das cinco regiões do país.

De acordo com o levantamento, 56% das mulheres concordam que a questão da igualdade de gênero “melhorou” ou “melhorou muito” no país nos últimos 10 anos, mas 80% ainda se declaram insatisfeitas ou muito insatisfeitas com a forma como as mulheres são tratadas na sociedade brasileira.

Entre as mulheres pretas, 89% se dizem muito insatisfeitas com a desigualdade de gênero no Brasil. No geral, a desigualdade é percebida principalmente em relação a salários e remuneração (citado por 82% das entrevistadas) e em relação à liberdade sexual de homens e mulheres (citado por 71% das entrevistadas).

O medo da violência aparece principalmente como preocupação em ser vítima de assédio (40%) e em ser vítima de feminicídio (26%). Além disso, 70% das brasileiras declaram saber que o Brasil ocupa a 5ª posição em mortes violentas de mulheres.

Quando perguntadas se já foram vítimas ou presenciaram situações de preconceito ou discriminação contra a mulher em ambientes públicos, a maioria responde que sim, sendo que 67% já vivenciaram isso na rua, 56% no transporte público, 54% em festas ou locais de entretenimento, 42% no ambiente de trabalho e 39% na escola ou na universidade.

Mais da metade (55%) das entrevistadas afirmam também já ter sido vítima ou ter tomado conhecimento de mulheres próximas que foram vítimas de violência doméstica. A taxa é maior entre as jovens entre 18 e 24 anos (63%) e entre as pretas e pardas (61% e 58%, respectivamente).

“Indo direto ao ponto, a pesquisa nos faz um sério alerta de que, mesmo com os avanços dos últimos anos, as mulheres no Brasil ainda são, com frequência, vítimas de violência, assédio, preconceito e discriminação e de que precisamos de políticas e ações afirmativas que enfrentem esse grave problema social. Não podemos pensar em desenvolvimento e crescimento social e até econômico sem combater esse tipo de mazela”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN.

Para ver a pesquisa na íntegra, acesse o link.

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