Mais de 20 pessoas são presas em operação contra pedofilia em SP

Ação do Decap foi deflagrada para combater abusos contra crianças e adolescente; mais de 800 dispositivos e mídias com conteúdo pornográfico foram apreendidos.

A Polícia Civil prendeu em flagrante 21 pessoas durante a Operação Paidós deflagrada, na terça-feira (19), para o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra suspeitos de armazenar, produzir e comercializar fotos ou vídeos de abusos contra crianças e adolescentes. Durante as atividades, realizadas na cidade de São Paulo, mais de 300 dispositivos eletrônicos e quase 500 mídias foram apreendidos.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), por meio das suas oito Delegacias Seccionais de Polícia, mobilizando mais de 160 agentes com apoio de aproximadamente 60 viaturas. “Foram quase quatro meses de investigação [de crimes de pedofilia] e nós pedimos ao judiciário mandados para busca e apreensão em 50 locais”, explicou o delegado Albano David Fernandes, diretor do departamento.

As diligências foram realizadas em diferentes regiões da capital paulista e a maioria das 21 prisões em flagrante efetuadas na zona norte. “Isso é fruto do trabalho minucioso de inteligência da polícia. [A pedofilia] É um crime bárbaro, que deixa sequelas em crianças e adolescente. Combater essa modalidade criminosa é uma preocupação não só do Decap, mas da Polícia Civil de todo o Estado”, afirmou.

Além das detenções, foram apreendidos 315 dispositivos eletrônicos – entre celulares, pendrives, tabletes e computadores – e 493 CDs e DVDs. “Coletamos muito conteúdo pornográfico. Agora vamos analisar e individualizar a conduta de cada um”, explicou o delegado Albano. “Também vamos nos debruçar sobre esse material para ver se tem alguém que produza esse tipo de filme para comercializar ilegalmente no mercado”, completou.

Os presos nesta operação foram autuados por adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. As investigações prosseguem, por meio de inquérito, para que os possíveis produtores desse conteúdo sejam identificados e responsabilizados.

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ÁGIL DPVAT