Médicos vetam doação de órgãos de Major Olimpio por conta da covid-19

Em comunicado publicado depois da morte do senador, a família havia afirmado que os órgãos seriam doados em respeito a desejo expresso de Major Olimpio.

A família do senador Major Olimpio (PSL-SP), que morreu aos 58 anos nessa quinta-feira (18), disse que não poderá doar os órgãos do congressista. Uma equipe médica afirmou aos familiares que a infecção pela covid-19 que acometeu o ex-policial impede a doação.

Em comunicado publicado depois da morte do senador, a família havia afirmado que os órgãos seriam doados em respeito a desejo expresso de Major Olimpio. A doação de órgãos de pessoas que morreram por covid-19, no entanto, contraria determinação do Ministério da Saúde.

Em nota técnica publicada em maio do ano passado, a pasta faz a “contraindicação absoluta para doação de órgãos e tecidos” de pessoas que estavam infectados pelo coronavírus.

Em 5 de março, o senador foi transferido para a UTI do hospital em que estava internado em São Paulo (SP). Antes, ele participou de uma sessão remota do Senado já hospitalizado por conta da covid-19.

Sete dias depois de ir para a UTI, o senador precisou ser entubado com o agravamento da doença. A morte de Olimpio foi confirmada no perfil oficial do congressista no Twitter às 16h14 dessa 5ª feira (18.mar).

VELÓRIO

A família convocou uma carreata para acompanhar o transporte do corpo de Olimpio do Hospital São Camilo, em Santana, na zona norte de São Paulo, ao Cemitério Primavera, em Guarulhos (SP), na região metropolitana. A saída será às 14h. Em seguida, o corpo será cremado em cerimônia exclusiva para parentes.

TRAJETÓRIA POLÍTICA

O nome de urna de Olimpio evoluiu junto com sua patente na Polícia Militar de São Paulo. Em 2002, disputou o cargo de deputado federal com o nome de Capitão Olimpio. Ficou como suplente, então filiado ao PPB (nome antigo do PP).

Em 2004, tentou ser vereador em São Paulo, de novo pelo PP. Também não foi eleito. Novamente ficou como suplente. Em 2006, já como Major Olimpio, concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PV. Foi eleito. Em 2010 foi reeleito, mas pelo PDT.

Disputou a eleição de 2014 ainda filiado ao PDT e foi eleito deputado federal. Tentou ser prefeito de São Paulo em 2016, pelo Solidariedade. Teve 2% dos votos. João Doria (PSDB) ganhou a disputa no 1º turno naquela ocasião.

Em 2018, conseguiu se eleger senador pelo PSL, impulsionado pela onda que levou Jair Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Com sua morte, quem assume o lugar como senador é seu 1º suplente, o empresário Alexandre Luiz Giordano.

 
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ÁGIL DPVAT