Menina de 9 anos ganha prótese de presente após pedido em cartinha para Papai Noel

Moradora de Magé, no Rio de Janeiro, Julia Vitória viajou mais de 500km para receber o presente em Campinas (SP). ‘Agora eu posso brincar como eu quiser’, vibrou.

A alegria da pequena Júlia Vitória, de 9 anos, revela um sonho de Natal realizado. Moradora de Magé (RJ), a menina que nasceu com má formação na perna direita havia pedido uma prótese em cartinha para o Papai Noel, e o desejo foi atendido nesta quarta-feira (15), em uma clínica de Campinas (SP).

Na carta escrita com a ajuda da tia, Júlia conta que gostaria de ganhar a prótese “pois nasceu sem uma das pernas”. A mensagem emocionou um funcionário dos Correios que fazia a triagem das mensagens, e a partir daí houve uma mobilização para transformar o sonho em realidade.

Na busca por padrinhos para atender ao pedido, a equipe dos Correios encontrou um papai Noel a 500 km de distância. Júlia ficou sabendo da notícia por telegrama. “Eu fiquei muito feliz, muito animada. Nem consegui dormir”, lembra.

Um profissional dos Correios que conhecia o médico José André Carvalho, de Campinas, tratou de enviar um vídeo de Júlia vestindo uma prótese que não serve mais. “De bate pronto, eu disse: ‘eu ajudo essa criança’. Ela precisa continuar sendo criança. Ter uma vida sem limitação”, disse.

A entrega do esperado presente ocorreu nesta quarta. Júlia esteve na clínica e passou por medidas e ajustes para confecção da peça.

Depois de um cochilo, foi acordada com a prótese pronta, apenas para os últimos ajustes antes de voltar para casa com o tão sonhado presente – orgulhosa, já vestiu-a com a sandália da personagem favorita. “Agora eu posso brincar como eu quiser, andar de bicicleta. Eu vou sair correndo”, vibrou a menina.

Menina de 9 anos escreveu cartinha para o Papai Noel pedindo uma prótese para a perna direita — Foto: Reprodução

Acompanhamento

Júlia Vitória da Silva Brum nasceu com má formação e usa prótese desde os 11 meses de vida. Toda vez que cresce, a menina precisa trocar e a família conta sempre com doações.

Carvalho, que é diretor do Instituto de Prótese e Órtese de Campinas ,explica que a intenção agora é acompanhar toda a fase de crescimento de Júlia. “Ela consegue usar essa mesma prótese durante uns dois anos, fazendo uns ajustes. A intenção é fazer o acompanhamento durante essa fase de crescimento”, avisou.

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