Microchips de pagamento estão sendo implantados sob a pele

Para muitos, a ideia de ter um chip implantado dentro de sua pele, pode parecer estranho, mas segundo uma pesquisa, 51% das pessoas consideram a ideia.

Você já pensou em pagar suas compras usando apenas sua mão? Esqueça cartões de crédito, celulares e relógios que funcionam por aproximação, pois a empresa Walletmor começou ano passado a vender chips de pagamento implantáveis. O chip é mais ou menos do tamanho de um grão de arroz e pesa menos de uma grama.

Ele é inserido sob a pele e é feito de biopolímetro, um material semelhante ao plástico, que envolve uma antena e um microchip. A tecnologia utilizada nos chips é a NFC, mesmo sistema de pagamento por aproximação utilizado nos smartphones, ela também é conhecida por comunicação de campo próximo aqui no Brasil.

Segundo o holandês Patrick Paumen, a implantação do chip dói tanto quanto um beliscão. Ele tem um chip de pagamento na mão desde 2019, e diz que as pessoas ainda estranham quando ele efetua os pagamentos desta forma. “As reações que recebo dos caixas são impagáveis”, ele diz.

Mas este não é o primeiro chip a ser implantado em um ser humano. Em 1998 já havia acontecido, mas foi na última década que se passou a comercializar este tipo de tecnologia. Só Walletmor afirma ter vendido 500 chips desde o ano passado.

Pode ser difícil conceber esta ideia de ter um chip em nosso corpo, mas uma pesquisa feita em 2021 no Reino Unido, com mais de 4 mil entrevistados, mostrou que 51% consideravam colocar um chip de pagamento. Mas algumas pessoas têm medo dos golpes que esta tecnologia pode acarretar, como invasão de dados e até rastreamento.

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Preocupação desnecessária

Mas o fundador da empresa Walletmor, Wojtek Paprota diz que é uma preocupação desnecessária, pois a antena presente no chip tem um alcance muito pequeno, mesmo alcance que os chips de cartões e os presentes nos smartphones. Então o chip não tem um risco maior que aparelhos já utilizados pela população. Sobre o rastreamento, Paprota diz que o chip não tem sistema de rastreamento.

A única coisa presente nele é um sistema de dados que pode ser acionado em contato com uma máquina. Ele funciona como os chips de identificação implantados em cachorros. Você não consegue rastrear o animal pelo chip implantado, você só consegue saber informações sobre ele quando o encontra pessoalmente e o passa por um scanner para identificar o chip.

Porém por mais que este chip seja seguro, algumas pessoas têm receio do que ele pode se tornar futuramente, quando a tecnologia evoluir. Para Theodora Lau, especialista em Tecnologia Financeira, os chips de pagamento são uma “extensão da internet das coisas”, e que é preciso tomar cuidado, pois este é apenas um passo para um futuro de conexão e troca de dados, e que pode ficar perigoso à medida que os chips passarem a carregar mais dados pessoais.

Para Steven Northan, que é professor de Inovação e Empreendedorismo da Universidade de Winchester, não há sentido para as preocupações, pois esta tecnologia é utilizada em animais por anos, sem risco algum. Ele fabrica chips wireless desde 2017, em sua empresa BioTeq.

Mas seus implantes são projetados para pessoas com deficiência, que podem utilizar o chip para por exemplo, abrir uma porta automaticamente. Todas as tecnologias soam estranhas para a população antes de se mostrarem seguras, então talvez com o tempo as pessoas aceitem mais facilmente o chip.

Fonte: g1

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