Ação busca reforçar vacinação de viajantes para Estados Unidos, Canadá e México e evitar reintrodução da doença no Brasil.
O Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (29) a campanha “Vacinar é muito Brasil”, uma mobilização nacional para reforçar a imunização contra o sarampo entre brasileiros que viajarão para a Copa do Mundo de 2026.
A medida tem como foco principal evitar que turistas brasileiros se exponham ao vírus em países com aumento expressivo de casos e tragam a doença de volta ao Brasil, que reconquistou em 2024 o status de país livre do sarampo.
Risco internacional preocupa autoridades
A próxima Copa será sediada em três países da América do Norte:
- Estados Unidos
- Canadá
- México
Esses países concentram atualmente grande parte dos registros de sarampo nas Américas.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde:
- Mais de 17 mil casos foram confirmados nas Américas até abril de 2026
- Mais de 10 mil ocorreram no México
- Estados Unidos registraram 1.792 casos
- Canadá teve 907 confirmações
Além disso, a Guatemala também enfrenta surto relevante.
Esse cenário elevou o alerta sanitário brasileiro, principalmente considerando o intenso fluxo internacional de turistas durante grandes eventos esportivos.
Brasil busca evitar nova reintrodução da doença
O sarampo já havia sido eliminado no Brasil, mas perdeu esse status em 2019 após casos importados e queda na cobertura vacinal.
Agora, o governo tenta impedir que o mesmo cenário se repita.
Em 2026, três casos foram confirmados no país:
- Uma bebê em São Paulo infectada após contato com caso vindo da Bolívia
- Um visitante da Guatemala com sintomas identificados em São Paulo
- Uma jovem no Rio de Janeiro que trabalha em hotel com circulação internacional
Apesar dos episódios, o país mantém controle da situação.
Quem deve se vacinar
A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra:
- Sarampo
- Caxumba
- Rubéola
O Ministério da Saúde recomenda que viajantes se imunizem pelo menos 15 dias antes do embarque.
Esquema atualizado:
- Bebês de 6 a 11 meses: dose zero (extra)
- Crianças e jovens de 12 meses a 29 anos: duas doses
- Adultos de 30 a 59 anos: uma dose
- Idosos: avaliação individual para viagens de risco
A orientação vale também para qualquer brasileiro entre 1 e 59 anos sem comprovação vacinal.
Profissionais do turismo também entram no foco
Além dos turistas, o governo está ampliando ações preventivas para profissionais que lidam diretamente com visitantes internacionais, como:
- Trabalhadores de hotéis
- Restaurantes
- Taxistas
- Motoristas de transporte coletivo
A estratégia busca fortalecer barreiras sanitárias em pontos turísticos e centros urbanos.
Importância da vacinação
O sarampo é considerado uma das doenças mais contagiosas do mundo.
A transmissão ocorre com facilidade por vias respiratórias, e a infecção pode causar complicações graves, como:
- Pneumonia
- Internações
- Sequelas neurológicas
- Óbitos
Por isso, autoridades reforçam que a vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenção.
Combate à desinformação
Durante o lançamento da campanha, o ministro da Saúde destacou a importância de combater movimentos antivacina e reforçou a segurança dos imunizantes oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A recuperação da certificação de país livre do sarampo foi resultado direto do aumento da cobertura vacinal, após anos de queda influenciada por desinformação e redução de investimentos.
Reflexo para cidades do interior e regiões turísticas
Municípios paulistas como Araras e outras cidades com circulação de turistas ou deslocamento internacional também podem ser impactados pelas estratégias preventivas, especialmente em campanhas locais de vacinação e orientação.
Prevenção é prioridade nacional
A campanha “Vacinar é muito Brasil” reforça que grandes eventos internacionais podem trazer riscos além do esporte, exigindo vigilância constante da saúde pública.
Ao proteger viajantes e ampliar a cobertura vacinal, o Brasil busca preservar uma conquista sanitária importante e evitar novos surtos de uma doença que já causou graves impactos no país.



