Ministério do Trabalho atualiza “lista suja” e denuncia 209 empresas por trabalho escravo

O Ministério do Trabalho atualizou a lista de empresas envolvidas com trabalho escravo aqui no Brasil

De acordo com a chamada “lista suja” do trabalho escravo, entre 2005 e 2018, dois mil, 879 funcionários foram submetidos a atividades em condições degradantes e desumanas, semelhantes à escravidão.

Segundo reportagem publicada pela Agência Brasil, entre as 209 empresas listadas está a Spal Indústria Brasileira de Bebidas S.A, fabricante da Coca-Cola, e o grupo Via Veneto, do setor têxtil, dono de marcas como Brooksfield e Harry’s.

A lista reúne processos administrativos encerrados. Significa que o empregador já foi ouvido e teve o direito de se defender das acusações em duas instâncias administrativas.

A legislação brasileira classifica como trabalho análogo à escravidão o emprego em que a pessoa é impedida de deixar o local de trabalho e as atividades são desenvolvidas sob condições degradantes ou em jornadas exaustivas.

Também podem ser denunciados os casos em que o patrão vigia constantemente o funcionário.

Outra forma de escravidão reconhecida aqui no país é aquela que acontece por dívida: quando o funcionário fica impedido de sair de um trabalho, por exemplo, por dever determinada quantia em dinheiro para o empregador.

No mundo, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, cerca de 25 milhões de pessoas foram vítimas de trabalhos forçados, em 2016.


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