Ministério Público do Trabalho promove evento online com oferta de 300 vagas de emprego para negros

Afro Presença acontece entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, 100% online. Serão oferecidas oportunidades de trabalho para analistas e gerentes

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abre inscrições no final deste mês para o Afro Presença, um evento 100% online e gratuito. De 30 de setembro a 2 de outubro, os participantes terão acesso a mais de 300 vagas de emprego de analistas e gerentes, além de participar de oficinas de recursos humanos, palestras, mesas de debate e salas de entrevista online. O objetivo é promover a inclusão de jovens negros e negras no mercado formal de trabalho. É necessário fazer inscrição prévia no site do evento.

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“A participação dos jovens negros e negras em cursos de excelência não reflete na participação do mercado de trabalho. Dessa forma, entendemos que os processos seletivos no campo profissional precisam ser revisitados. Todas as lógicas excludentes de forma expressa ou implícita, precisam ser identificadas e eliminadas”, diz a Dra Valdirene Assis

Segundo dados do Inep, pretos e pardos foram responsáveis por 35,8% das matrículas em instituições do ensino superior em 2019, mas a maioria continuou sendo de brancos (41,8%).

Dados do Censo de Educação Superior, do Ministério da Educação, revelam que, em cursos de excelência, jovens negros e negras começam a ter uma presença mais expressiva: medicina (27%), química (29%) e direito (23%).

Ações afirmativas

A idealização do evento partiu de um incômodo que surgiu em uma série de debates organizados pelo MPT com diversos setores da sociedade civil, empresários e universidades. Para Carlos Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, a mudança virá através de ações afirmativas que mexam na estrutura.

“O Brasil é o 8º país mais desigual do mundo e não conseguiremos reduzir esta desigualdade se não atacarmos diretamente o racismo estrutura. Os negros representam mais de 55% da população brasileira, mas ocupam apenas 5% dos cargos de liderança nas 500 maiores empresas do país”, ressalta Carlos.