Mortes na queda de ônibus chegam a 19 em João Monlevade, MG

Mulher de 56 anos estava internada em CTI no Hospital Margarida; corpo será levado para o Instituto Médico Legal, em Belo Horizonte.

Mais uma vítima do acidente em que um ônibus caiu de um viaduto, em João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais, morreu na noite deste sábado (5). Com isso, subiu para 19 o número de óbitos no desastre.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Margarida, a morte é de Maria Luiza de Oliveira, de 56 anos, que estava internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI).

Na manhã deste domingo (6), o corpo dela foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte. Uma outra vítima recebeu alta e oito permanecem internadas em João Monlevade.

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Outras três pessoas continuavam no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, de acordo com o último boletim médico, divulgado na noite de sábado pela instituição de saúde.

Familiares de feridos em busca de informações podem procurar a Polícia Civil pelo telefone (31) 3851-2411.

Ônibus cai de viaduto em João Monlevade (MG) — Foto: Reprodução

Identificação dos mortos

A Polícia Civil informou na noite deste sábado que 13 vítimas que morreram foram identificadas. Os corpos serão liberados quando a identificação for finalizada.

A polícia esclareceu que acionou mais servidores para o trabalho, mas que essa é uma parte mais difícil de ser feita por causa da quantidade de vítimas.

Traslado dos corpos

O governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), anunciou neste sábado (5) nas redes sociais, que uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) fará o traslado dos corpos das vítimas. 

A polícia afirmou que os corpos serão encaminhados para onde a família desejar. A Polícia Civil disse, no fim da tarde deste sábado (5), que tenta identificar o motorista que pulou do ônibus que caiu de viaduto na BR-381.

A corporação disse que ele ainda não pode ser considerado foragido, porque não tem mandado de prisão contra ele, e que a identificação está sendo feita com a ajuda de testemunhas. A polícia ainda afirmou que o veículo tinha outro condutor e que ele morreu no acidente.

Bombeiros trabalham no local do acidente após ônibus cair de viaduto em João Monlevade, MG — Foto: Corpo de Bombeiros de MG/Divulgação via AFP

Investigação

A Polícia Civil ouviu oito pessoas que estavam no ônibus para dar sequência às investigações das causas do acidente. Segundo a corporação, as vítimas foram ouvidas no Albergue Municipal, para onde foram levadas após atendimento médico.

De acordo com o último balanço disponibilizado pela polícia, 46 pessoas se envolveram no acidente.

Transporte irregular

Somente em 2019, foram três ocorrências registradas pela polícia envolvendo o veículo de placa “DTD-7253”, de Mata Grande (AL), na altura de Montes Claros (MG). Os autos de infração foram lavrados nos dias 8 de fevereiro (BR-135), 18 de abril (BR-251) e 8 de julho (BR-251), em operações contra o transporte irregular.

Nas três ocasiões, “em virtude da indisponibilidade de meios para realização do transbordo dos passageiros”, motoristas e passageiros foram liberados para seguir viagem. As pessoas pagaram entre R$ 200 e R$ 250 pelo transporte.

O destino, nessas três ocorrências, era o mesmo: São Paulo. Em nenhuma delas, segundo os registros do Sistema de Segurança Pública do estado de Minas Gerais, foi apresentada autorização do órgão competente para realização de “viagem remunerada de caráter interestadual”.

A Localima Turismo emitiu uma nota na qual expressa pesar e tristeza pelas vítimas e familiares e que deve prestar “total assistência” a eles. A empresa afirmou, ainda, que os fatos estão sendo apurados e diz estar à disposição para suporte “humano, digno, com compaixão e empatia”.

A ANTT informou que, em 2020, até o dia 4 de dezembro, registrou 2.490 autos de infração contra o transporte clandestino no país, gerando prejuízo de R$ 13,2 milhões para as empresas irregulares. Ao todo, 1.188 veículos foram apreendidos.

Segundo a agência, os veículos flagrados nessas condições costumam ter problemas como para-brisas trincados, bagagens e malas transportados junto com passageiros, pneus carecas e motoristas sem o curso obrigatório para condução do transporte coletivo de passageiros.