Motorista que matou ciclista estava bêbada e drogada

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Mas esse caso serve também para mostrar outro absurdo.

Luzia Ferreira de Assis, de 24 anos, atropelou e matou o padeiro Jailson Barbosa de Oliveira de 34 anos que se dirigia para o trabalho de bicicleta. O acidente foi no sábado (25) e ele faleceu nesta segunda-feira (27).

A jovem estava alcoolizada, sob efeito de cocaína, em excesso de velocidade, na DF-459 que liga Ceilândia a Samambaia no Distrito Federal, quando cometeu o crime. A lei brasileira infelizmente protege esse tipo de criminoso e dificilmente essas pessoas são presas, tanto que Luzia já está solta.

Mas esse caso serve também para mostrar outro absurdo. Caso ela tivesse o seguro de responsabilidade civil, que o governo defende para substituir o DPVAT, a família do padeiro não receberia nenhum tostão. Isto porque as seguradoras não pagam quando o motorista está alcoolizado, quanto mais sob efeito de drogas.

No caso do DPVAT, a família da vítima tem direito a indenização porque foi criado exatamente para dar proteção as pessoas menos favorecidas e não importa de quem foi a culpa. Não interessa nem mesmo se o motorista pagava o DPVAT ou se a responsabilidade foi da própria vítima.

Quem defende o fim do DPVAT, ao invés de buscar seu aperfeiçoamento, omite essa informação. Assim como não diz que o seguro de responsabilidade civil custa pelo menos R$ 1.000,00 por ano contra os atuais R$ 5,13 do DPVAT para automóveis. Caso o DPVAT já estivesse extinto, a família do padeiro Jailson Barbosa de Oliveira, além da perda irreparável do jovem brasileiro, ainda ficaria sem nenhuma indenização, ou alguém acredita que essa Luzia vai ajudar a família da vítima?