Mulher de 53 anos é presa após chamar vizinha de “macaca, gorila, saci e beiçuda” em Rio Claro, SP

Menos de 12 horas depois do crime, ela conseguiu liberdade provisória, mas está proibida de manter qualquer tipo de interação com a vítima e seus familiares.

Uma mulher de 53 anos foi presa, nesta sexta-feira (18), após chamar a vizinha, de 48 anos, de macaca e outras ofensas de cunho racista, na Vila Paulista, em Rio Claro (SP). Menos de 12 horas depois do crime, ela conseguiu na Justiça o direito de responder em liberdade, mediante medida cautelar que a impede de qualquer tipo de interação com a vítima.

Crime

De acordo com o boletim de ocorrência, por volta das 4h desta sexta-feira, a suspeita iniciou os xingamentos de cunho racista contra a vizinha, acusando a mulher de ter quebrado algumas telhas de sua residência.

A vítima, que estava sozinha em casa, permaneceu em silêncio, apenas ouvindo as ofensas que duraram cerca de três horas e meia. Por volta as 7h30, quando a vítima saiu de casa para ir trabalhar, a suspeita a seguiu na rua, a chamando de “macaca, gorila, saci e beiçuda”.

A agressora rasgou as roupas que a vizinha usava e mordeu sua coxa. As duas foram separadas pelo marido da vítima, que retornava do trabalho e se deparou com as duas mulheres brigando.

Racismo

A vítima, que já tem outros dos boletins de ocorrência registrados contra a agressora, alegou que o motivo da implicância seria sua cor de pele, já que os xingamentos são sempre de cunho racista e que a mulher, por diversas vezes, jogou cascas de banana em seu quintal.

A vítima também relatou que os xingamentos são sempre contra ela e seu filho, que também é preto e nunca direcionados ao marido, que é branco.

Prisão

Após o relato, a polícia foi até a casa da suspeita e não a encontrou no local. Ao voltarem para a delegacia, encontraram a mulher que disse que “eles estavam em cima da minha casa, esses macacos”, enquanto fazia o gesto de esfregar a mão no antebraço.

De acordo com BO, antes que ela terminasse a frase, a autoridade policial deu voz de prisão à mulher pelos crimes de perseguição, lesão corporal e praticar discriminação ou preconceito de raça.

A vítima foi conduzida ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo delito e a mulher foi presa na carceragem local.

Decisão da Justiça

Menos de 12 horas depois da prisão, a Justiça concedeu um alvará de soltura, fixando uma medida cautelar proibindo a agressora de manter qualquer contato físico, verbal ou gestual contra a vítima ou qualquer um de seus familiares.

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ÁGIL DPVAT