Mulher é multada por criar serpentes dos EUA em casa no interior de SP

Segundo a Polícia Ambiental, dona do imóvel em Presidente Alves (SP), onde foram encontrados dois exemplares da ‘cobra do milho’, foi autuada em R$ 2,4 mil.

Uma mulher foi multada pela Polícia Ambiental nesta terça-feira (21) por manter em sua casa, em Presidente Alves (SP), duas serpentes exóticas conhecidas popularmente como “cobra do milho” (Pantheropis guttatus).

De posse de mandado de busca e apreensão, os policiais ambientais localizaram dois exemplares da espécie, que é originária dos Estados Unidos e não é venenosa. Por ser considerado um animal exótico, a “cobra do milho” só pode entrar no país mediante autorização ambiental específica.

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Aos policiais, a moradora do local e proprietária dos animais informou que ganhou as serpentes de um namorado e que não sabia que era necessária autorização especial. A mulher recebeu auto de infração ambiental no valor de R$ 2,4 mil por introduzir espécimes de animais exóticos no território do Estado de São Paulo sem licença e ainda responderá por crime ambiental.

As duas cobras ficaram com a dona do imóvel, que assumiu a condição de depositária fiel até que as autoridades encontrem um local disponível e adequado para a destinação desses animais. A prática de se criar serpentes exóticas de outras partes do mundo trazidas ilegalmente ao Brasil ganhou destaque depois que um estudante de veterinária de Brasília (DF) foi internado em estado grave após ser picado por uma cobra naja, espécie nativa da África e Ásia, que ele criava de forma ilegal.

Ele ficou em coma e correu risco de morrer. O hospital onde o estudante ficou internado precisou pedir ao Instituto Butantan o soro contra o veneno da naja, que só existia para pesquisas, já que não há estoque porque a cobra não é nativa do Brasil.

O estudante conseguiu se recuperar, mas ele e outros envolvidos na posse desses animais acabaram indiciados por vários crimes, dentre eles tráfico de animais, associação criminosa e maus-tratos. Segundo a Polícia Civil do DF, o acidente com a cobra da espécie naja revelou um esquema de tráfico de animais silvestres.