Mulher é presa no Ceará por gravar vídeo pornográfico da filha de 4 anos e enviar para namorado em SP

O vídeo íntimo da criança foi compartilhado pelo homem e viralizou em grupos de mensagens do WhatsApp.

Uma mulher de 32 anos foi presa no interior do Ceará, na tarde de segunda-feira (6), após fazer um vídeo pornográfico da filha de 4 anos e encaminhar para o namorado que mora em Franca (SP). Segundo a Polícia Civil, ela confessou que já havia feito vídeos e fotos da outra filha, de 11 anos.

A prisão ocorreu depois que o vídeo íntimo da criança viralizou em grupos de WhatsApp e foi denunciado na sexta-feira (3), também pelo mesmo aplicativo, ao distrito policial da cidade, de acordo com o delegado plantonista no município, Henrique Gurgel.

Os policiais civis descobriram a identificação e o endereço da mulher. Na residência, os agentes encontraram as crianças e localizaram o vestido que a garota de quatro anos usava na gravação do vídeo.

A cama também era a mesma do vídeo que viralizou. Ela foi presa preventivamente a pedido da Polícia Civil, já que havia, segundo o delegado, a possibilidade de ela viajar para São Paulo.

Material pornográfico enviado para SP

A polícia descobriu que o material pornográfico produzido pela mulher era enviado para seu companheiro e pai do irmão mais novo das crianças. O homem, que é cearense, mas atualmente mora em São Paulo, era quem compartilhava as imagens na internet.

A polícia descobriu ainda que a criança de 11 anos corria risco de ser estuprada pelo namorado da mãe, em viagem a São Paulo.

Crimes previstos no ECA

A polícia faz buscas em São Paulo para capturar o homem. A mulher deverá responder por crime previsto no artigo 240 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que proíbe produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar cena de sexo explícito ou pornográfica com criança ou adolescente.

Já o homem deverá responder pelo crime contido no artigo 241 do ECA. Este artigo diz que é crime apresentar, fornecer, divulgar ou publicar, por qualquer meio, imagens pornograficas de criança ou adolescente. Esse crime tem pena de reclusão de dois a seis anos e multa.

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ÁGIL DPVAT