Mulher quase morre ao ter pescoço atingido por linha de cerol: ‘Por um milímetro, não pegou minha artéria’

Costureira estava de moto, a caminho de casa, quando foi atingida. Relatório da Guarda Civil Metropolitana indica aumento no número de ocorrências envolvendo cerol.

Por Guilherme Rodrigues, TV Anhanguera

A costureira Elisângela Bezerra Ferreira, de 38 anos, quase morreu ao ter o pescoço atingido por uma linha de cerol em Goiânia (GO). Ela conta que estava voltando para casa pilotando uma moto quando foi atingida. A mulher precisou levar seis pontos no pescoço e conta que sobreviveu por pouco.

“Na hora, eu senti cortando. Fiquei desesperada quando vi que era uma linha com cerol. Eu pensei que ia morrer. Os médicos me disseram que por um milímetro teria pego minha artéria e eu teria morrido”, relata a costureira.

clique na imagem e saiba mais

O acidente aconteceu na tarde de domingo (31), no setor Vera Cruz II. A amiga Joana Francisca Bernardes, de 53 anos, estava na garupa da moto e conta que foi quem ajudou a socorrer ela.

“Ela gritou falando que estava queimando o pescoço. Parou a moto. Quando vi, tinha um buraco no pescoço dela. Enfiei a mão e tirei a linha. Não sei como tive forças”, lembra a amiga

Elisângela pede para que as pessoas tenham mais consciência e deixem de usar linhas com cerol, que é proibido e pode tirar vidas. “Estou indignada, triste, com tanta linha de cerol que está por aí. Meu pedido é para que os pais conversem com os filhos. Não deixem usar”, conta.