Mulher que teve 90% do corpo queimado ao usar álcool para cozinhar segue internada em estado grave em SP

O bebê de Geisa Stefanini, de 32 anos, também segue internado e teve 18% do corpo queimado. 

A mulher que teve 90% do corpo queimado ao usar etanol para cozinhar em Osasco, na Grande SP, segue internada em estado grave, segundo informou a Secretaria Estadual da Saúde na noite desta sexta-feira (3),

Geisa Stefanini, de 32 anos, foi intubada e está no pronto-socorro do Hospital Geral Vila Penteado, na Zona Norte. Ela foi socorrida pelos bombeiros no início da noite desta quinta (2), junto com o filho de sete meses, Lucas Gabriel, que também foi atingido pelas chamas e segue hospitalizado, segundo os vizinhos.

De acordo com a Prefeitura de Osasco, o bebê sofreu queimaduras em 18% do corpo do lado esquerdo do rosto, no braço esquerdo e também na perna esquerda. Ele está no pronto-socorro do Hospital Antônio Giglio, em Osasco. Os vizinhos afirmam que o pai da criança está acompanhando o menino no hospital e cuidando do bebê.

O rapaz é separado da mãe da criança, que estava desempregada e sustentava a criança com cerca de R$ 375 que recebia do Programa Bolsa Família, do governo federal, além de bicos como vendedora de perfume, de acordo com os relatos da vizinhança da casa onde o episódio aconteceu.

Geisa Stefanini e Lucas Gabriel viviam em um quarto e cozinha que era pago pela Prefeitura de Osasco, através de um programa de bolsa aluguel, destinado às famílias em situação de vulnerabilidade social. A dona da casa que está alugada para a jovem afirmou que o contrato de um ano foi feito em janeiro deste ano e que Geisa vivia uma situação de muitas privações.

“Ela não falava muito do pai da criança, mas as vezes ele mandava fraldas, leite e algumas coisas pro menino, através do Uber. Nesses meses que ela está aqui, veio algumas vezes ver a criança também. Mas ela estava desempregada, tentando arrumar uma creche para colocar a criança e arrumar um emprego fixo. Ganhava Bolsa Família que ajuda no sustento do menino e pagar luz e água, mas tinha que se desdobrar vendendo perfume para dar conta do resto”, afirmou Mônica Teixeira.

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ÁGIL DPVAT