Se nada for feito, até 2030, 68 milhões de mulheres e meninas poderão ser vítimas do ato.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a mutilação genital afeta mais de 200 milhões de mulheres no mundo. Se nada for feito, mais 68 milhões de meninas e mulheres poderão ser mutiladas até 2030.

A mutilação genital feminina é o corte ou a remoção deliberada da genitália feminina externa, e a prática envolve a remoção ou o corte dos lábios e do clitóris. O ato, além de causar dor e sofrimento, pode causar a morte dessas jovens.

O procedimento é motivado por diversas razões envolvendo a desigualdade de gênero. Em algumas situações, a prática é considerada um meio de controlar a sexualidade das mulheres, garantir a virgindade antes do casamento, a fidelidade após o matrimônio e aumentar o prazer sexual masculino.

Estima-se que a mutilação genital feminina ainda ocorra em comunidades de 29 países da África. São eles: Benim, Burkina Faso, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Costa do Marfim, República Democrática do Congo, Djibuti, Egito, Eritreia, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Quênia, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão, Tanzânia, Togo, Uganda e Zâmbia.




Na Ásia, a intervenção cirúrgica ocorre nas regiões da Índia, Indonésia, Malásia, Paquistão e Sri Lanka. Já no Oriente Médio, o fenômeno é identificado em Omã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque e Palestina. No Leste Europeu, registros apontam que a mutilação genital feminina ocorre em comunidades da Geórgia e da Rússia. Na América do Sul, o procedimento acontece em áreas da Colômbia, Equador, Panamá e Peru.