A mulher afirma que se sentiu constrangida e deixou o local bastante abalada. Após o episódio, ela procurou outro profissional da academia, contou o que havia ocorrido e recebeu auxílio para registrar uma denúncia pelos canais da empresa.
Uma mulher procurou a nossa reportagem na tarde desta sexta-feira (2), e relatou ter sido vítima de condutas que considera assédio durante avaliações físicas realizadas em uma academia de Araras (SP). Segundo ela, situações desconfortáveis já teriam acontecido anteriormente, mas um episódio específico fez com que decidisse denunciar o caso à própria empresa.
De acordo com o relato, ela havia retomado os treinamentos e passou a realizar avaliações físicas frequentes com um profissional da academia. A mulher afirma que, durante esses procedimentos, era orientada a abaixar peças de roupa para realização de medições e fotografias, situações que já lhe causavam desconforto.
Em uma das avaliações, segundo ela, o profissional teria solicitado que retirasse o sutiã para realizar uma medição. A mulher afirma que se sentiu constrangida e deixou o local bastante abalada. “Eu não conseguia reagir. Muitas vezes nós, mulheres, percebemos que alguma coisa está errada, mas temos dificuldade de reagir naquele momento. Naquele dia eu percebi que a situação tinha passado de todos os limites”, relatou.
Após o episódio, ela procurou outro profissional da academia, contou o que havia ocorrido e recebeu auxílio para registrar uma denúncia pelos canais da empresa. Segundo a mulher, a resposta da academia também lhe causou desconforto. Ela afirma que teria sido proposta uma conversa presencial em um horário no qual o profissional denunciado estaria presente. Orientada por sua advogada, decidiu não participar do encontro.
A mulher relata ainda que solicitou a devolução de valores referentes ao plano, alegando que não se sentia mais segura para frequentar o estabelecimento. Segundo ela, existem mensagens e outros registros relacionados ao caso. Após compartilhar a experiência em uma rede social privada, a mulher afirma que outras frequentadoras também lhe relataram situações que consideraram inadequadas, incluindo comentários de cunho sexual.
Esses relatos, porém, são declarações das próprias mulheres e não foram verificados de forma independente pela reportagem. Por se tratar de acusações graves contra pessoas e estabelecimento identificáveis, o caso deve ser tratado como relato da denunciante enquanto não houver conclusão oficial sobre eventual responsabilidade.
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