Número de recuperados traz esperança em meio ao caos

Se por um lado o número de pessoas curadas é marcante, por outro, o índice de letalidade da doença, de 2,5%, é preocupante.

O Brasil alcançou a expressiva marca de 11 milhões de pessoas recuperadas da Covid. No total, com os números divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, são exatos 11,3 milhões brasileiros que venceram a batalha contra o vírus em 373 dias de pandemia. 

Se por um lado o número de pessoas curadas é marcante, por outro, o índice de letalidade da doença, de 2,5%, é preocupante. O total de casos confirmados até ontem era de 12.917.851. Desses, 1.273.207 estão em acompanhamento e 328.488 pessoas morreram em decorrência da doença. A região sudeste tem o maior índice de casos acumulados desde o início da pandemia. O Estado de São Paulo é o que soma maior número com 2.513.178, em seguida vem Minas Gerais com 1.147.578, Rio de Janeiro com 653.204 e Espírito Santo com 386.176. 

Um dos brasileiros recuperados da doença é o caminhoneiro Calvino Munhoz Loureiro de 54 anos. Ele ficou 153 dias internado e considera um milagre ter sobrevivido à covid-19. Calvino mora em Santo André e conta que o primeiro atendimento foi em um hospital onde ele tem convênio, na cidade de Santos. Durante uma viagem a trabalho em Franco da Rocha, o caminhoneiro passou mal e foi levado à baixada santista, onde foi internado ao ser diagnosticado com o novo coronavírus, mas logo no dia seguinte foi liberado. Assista abaixo:

“Minha esposa foi me buscar e retornei para Santo André, onde moro”, explicou. No entanto, Loureiro ainda sentia mal-estar e, no dia seguinte, acordou com dificuldade para respirar. Foi nesse momento que sua luta contra o vírus começou. Ele optou por buscar atendimento médico municipal. “Tinha muita falta de ar e tossia demais. Minha esposa me levou na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e, de lá, fui direto para internação no (hospital de campanha do Complexo Esportivo Pedro) Dell’Antonia. Me intubaram no mesmo dia”, lembra. 

Seu quadro de saúde era grave e, por isso, a equipe médica optou por transferi-lo ao CHM (Centro Hospitalar Municipal) por conta da estrutura mais completa dos equipamentos, afinal a situação era bastante grave. “Depois de 15 dias começaram o processo de desintubação. Mas precisei passar por processo de hemodiálise e, no procedimento, fui acometido por uma bactéria que se instalou no pulmão, ocasionando uma infecção generalizada, o que me levou a ficar quatro meses internado”, diz. 

Calvino acabou ficando em coma induzido e lutou muito para viver. De acordo com o caminhoneiro, todos os seus órgãos já davam sinais de perda de função e somente seu coração seguia batendo. “Quando tive saí, as enfermeiras me contaram que os médicos diziam que eu não passaria daqueles dias. Mas eu venci e após 153 de internação, tive alta sob aplausos”, comemorou. 

“Foi Deus quem me abençoou e me deu essa segunda chance. Estou aqui hoje para proclamar o nome Dele, e me doar a Jesus, que está no meu coração. Foi Deus quem me trouxe de volta para que pudesse testemunhar essa grande libertação”, agradeceu. 

Hoje, após cinco meses de sua alta médica, Calvino conta que dentre as sequelas que ficaram, a principal é o cansaço e vertigem, por isso para andar, necessita do auxílio de muletas. Ele trabalha como caminhoneiro e relata que, quando está ao volante, se sente bem e apto a dirigir, no entanto, quando está no banco do carona, a tontura se torna um problema. “Quando ando dentro no carro ou caminhão, mas não estou dirigindo, me sinto em uma montanha russa, outro dia, ao sair do carro, sofri uma queda devido a tontura”, diz sobre esse fato curioso.

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ÁGIL DPVAT