O que uma companhia de seguros deve oferecer?

As companhias de seguro são organizações financeiras mais antigas que os bancos, com versões preliminares datadas desde a Idade Antiga.

A companhia de seguros é um conhecido recurso no que diz respeito à comercialização de apólices que garantem o direito de indenização em caso de acidentes graves, doenças, catástrofes naturais e morte por diversas causas.

São estabelecimentos financeiros de longa tradição, também referidos como empresas seguradoras. Seu papel é de conhecimento do público em geral, mas pouco ainda se sabe sobre quais suas condições de contratação e a totalidade de seus serviços.

Esclarecer o funcionamento de uma empresa deste tipo, o modelo de negociação com o cliente e a adequação deste relacionamento para cada produto oferecido por uma companhia de seguros é o objetivo deste artigo. Acompanhe!

Panorama dos serviços de seguro

As companhias de seguro são organizações financeiras mais antigas que os bancos, com versões preliminares datadas desde a Idade Antiga. Suas primeiras aplicações, no entanto, eram restritas ao contexto comercial, estendendo-se à pessoa apenas na Era Moderna.

Os acordos de seguro nasceram com a finalidade de reduzir o risco de prejuízos em operações comerciais, como o transporte de mercadoria entre longas distâncias, atividade que envolvia o veículo de locomoção e o potencial de deterioramento da carga.

O início da logística foi traçado pelo uso de animais para transferência de mercadorias. Muitas vezes, cavalos e camelos percorriam regiões de mata fechada, deserto ou florestas gélidas, trajetos perigosos para a saúde dos animais e de seus condutores.

Além das longas horas de viagem e as condições climáticas pouco atrativas, os assaltos eram outro problema comum neste tipo de operação comercial. Grandes produtores investiram no seguro como um meio de reduzir seus custos de logística.

É natural dizer que as versões mais pioneiras do que hoje é estabelecido como apólice de seguro se configuraram como acordos de aluguel da infraestrutura (de animais ou ajudantes) para trabalhadores que incluíam a reposição do animal perdido.

Por muito tempo, a criação de seguros foi exclusiva para atividades comerciais, um acordo que diminuía riscos e viabilizava negociações mais dinâmicas entre diferentes fornecedores. A apólice de seguro como recurso individual surge na segunda metade de 1800.

Neste período, foram desenvolvidas as primeiras apólices de vida, contratos que garantem o pagamento de uma quantia em dinheiro para um beneficiário estipulado pelo contratante do serviço, em caso de morte deste, como um sistema de segurança familiar.

Pensar em apólices de seguro para a pessoa física acontece, de fato, com a inserção de conceitos modernos trabalhistas, como a obrigatoriedade para entidades físicas ou jurídicas do comércio, indústria e serviços em relação ao risco de incêndios e transportes.

Aos poucos, a popularização dos seguros de vida provoca uma discussão entre a interferência deste produto sobre a previdência, programas de aposentadoria baseados na contribuição mensal do trabalhador por um período pré-estabelecido.

Tais dúvidas acendem um alarme quanto à necessidade de clarificar a natureza do seguro e como estas operações financeiras são realizadas. A oferta e aplicação prática destes contratos é administrada por um conjunto de instituições, tais como:

1 – Corretoras de seguros

As corretoras podem ser definidas como intermediárias entre o cliente e a emissão de apólices. Não é a instituição responsável pela criação do seguro em si, mas auxilia o cliente na escolha das melhores opções, como uma assessoria empresarial.

As corretoras de seguros são marcadas por sua diversidade de opções, derivadas de múltiplos contratos de parceria com instituições responsáveis pela emissão das apólices. Seu serviço é alinhar as necessidades do cliente com o perfil do seguro.

Entre as muitas atividades, sua principal função diante do consumidor é coletar informações sobre suas preferências, informá-lo das condições de cada tipo de seguro, além de fornecer toda a infraestrutura para contato.

Esses empreendimentos são formados por especialistas neste tipo de transação financeira, tornando este um serviço extremamente segmentado para uma categoria de público, uma característica comum a outras corretoras financeiras.

2 – Contratação por bancos

Também intermediários, os bancos são instituições financeiras híbridas, capazes de oferecer a contratação de seguros como parte de sua extensa cartela de produtos. Em contrapartida, realizam parcerias com um número limitado de seguradoras.

Através de análises como a avaliação patrimonial, cada banco pode indicar um tipo de apólice, oferecendo ao cliente o benefício de realizar essas transações com maior praticidade, se comparado às corretoras.

Um diferencial dos bancos é o alinhamento entre o tipo de parceria conquistada e os interesses da instituição financeira, mais visíveis neste tipo de operação. Os bancos tornam a contratação e pagamento do serviço mais simples e automática.

No entanto, taxas vinculadas às operações, visando o lucro do banco, além da oferta de pacotes de produtos financeiros junto ao seguro, podem encarecer o serviço. É importante que o cliente esteja atento às condições de cada instituição.

3 – Emissão pelas seguradoras

As seguradoras são as instituições propriamente responsáveis pela emissão dos seguros de todo tipo, como um sistema de monitoramento. São estes empreendimentos que realizam contratos de parceria com corretoras e bancos para intermediação com o cliente.

As seguradoras fazem parte de um mercado fortemente regulado, sendo difícil a entrada de novos nomes neste setor. Para o cliente, a vantagem dessa conjuntura é a facilidade em checar a procedência da empresa, diminuindo os riscos da operação.

Outro aspecto essencial no trato das seguradoras é o seu capital de giro, consideravelmente maior se comparado a outros segmentos da economia. Essas instituições, para reduzir o risco, dependem de liquidez constante.

Muitos seguros possuem valores indenizatórios, previstos em contrato, de até milhões de reais. O dinheiro precisa estar disponível, sempre que necessário, a qualquer hora. Calotes sofrem punições na esfera administrativa e legal, com prejuízos assombrosos.

Um empreendimento que trabalha com software de gestão empresarial para pequenas empresas, por exemplo, pode incluir seu negócio em uma apólice de seguro, uma atividade financeira que depende da transferência de somas significativas.

Serviços disponibilizados pelas seguradoras

Conhecendo as diferenças entre as instituições que lidam com apólices de seguro, é possível explorar os serviços ofertados exclusivamente pelas seguradoras, os estabelecimentos que emitem o seguro.

Abordar tais serviços significa, inevitavelmente, abordar os tipos de seguros disponíveis no mercado para pessoas físicas e jurídicas, de catraca com biometria.

Neste sentido, companhias de seguros são sinônimos de seguradoras e seus principais serviços, são:

  • Seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores);
  • Seguro DPEM (Danos Pessoais causados por Embarcações);
  • Seguro para Produtores Rurais (agrícola, pecuário, aquícola);
  • Seguro de Vida e Funeral;
  • Seguro por Internação Hospitalar;
  • Títulos de capitalização;
  • Seguro de Garantia Estendida.

 

Cada uma das seguradoras que oferecem esses serviços são fiscalizadas pela Superintendência de Seguros Privados, responsável também por lançar as diretrizes que definem como as apólices de seguro serão emitidas.

Esse órgão tem poder para tratar de como será o cálculo de risco, as condições mínimas para validação dos contratos, bem como a disponibilização destas e outras informações em seus canais oficiais. A seguradora, por sua vez, realiza os seguintes serviços:

Emissão de apólices

A emissão de apólices acontece de acordo com a obediência às diretrizes obrigatórias, junto ao foco do negócio, seja a emissão de seguros pessoais ou seguros automotivos, entre outros. Assim, cada instituição pode ter regras específicas.

As companhias de seguro emitem apólices com níveis de cobertura distintos, com efeitos sobre o valor pago, desde que essas informações estejam claras no contrato, aliadas a outras, como os bens segurados, como um sistema de controle de acesso de veículos.

Análise de risco

As análises de risco são avaliações desenvolvidas pela seguradora em torno do segurado, isto é, da pessoa contratante do serviço, com o objetivo de ajustar valores e perfis de cobertura distintos. Nesta fase são feitas propostas ao cliente.

Cada cliente possui níveis de risco que podem variar de acordo com seus dados demográficos e de saúde, hábitos de vida e o que planeja contratar. Um seguro de vida para uma pessoa doente, por exemplo, é mais arriscado em comparação a alguém são.

Pagamento da indenização

Uma vez que as condições para o pagamento da indenização foram notificadas, a companhia de seguros dá entrada nas ações que se iniciam na realização de uma perícia e finalizam no pagamento propriamente dito da indenização.

As perícias são recursos que visam a prevenção contra fraudes em apólices de seguro. Atividades deste tipo são executadas por um profissional licenciado, junto a órgãos como o IML, especialmente no que se trata de seguros de vida.

O processo de entrada na indenização deve reunir a documentação estipulada e provas, como monitoramento de câmeras, que, a depender da validade e do risco do contrato, pode acelerar o pagamento do valor acertado na apólice.

Conclusão

As companhias de seguros surgiram como soluções em prol da maior confiabilidade na realização de atividades perigosas para o patrimônio, a dignidade ou à vida sob a forma de apólices.

Reduzir o risco percebido é importante, afinal, muitos setores de grande impacto sobre as demais atividades entre empresas e pessoas, como os transportes, levam consigo alguma chance de acidentes e prejuízos.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.

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