Oficina Cultural Oswald de Andrade está com exposições abertas para visitas presenciais

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE INTERIOR E FACHADA 01/03/2013

Oficinas Culturais ainda oferece diversas atividades pelo programa Formação no Interior.

Oficina Cultural Oswald de Andrade, parte das Oficinas Culturais – programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, e gerido pela Poiesis – está com exposições abertas para visitas presenciais. A unidade localizada no Bom Retiro, região central de São Paulo, fornece o contato de WhatsApp (11) 94343-9338 por onde o público interessado precisa fazer o agendamento prévio  e seguir os protocolos de saúde detalhados no site (clique aqui).

“Hiância”, exposição com obras dos artistas Eva Castiel e Bruno Ferreira, apresenta uma grande instalação disponível até 24 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. O termo “Hiância”, originário da psicanálise que significa o intervalo entre o que não existe e o que está prestes a existir, fez a dupla refletir o modo de representação desse intervalo, esse espaço, essa falta e esse oco, questões que se colocam nas obras.

Dialogando com o momento atual, uma época cheia de fissuras, de extremos, em um mundo no qual uma pandemia matou milhões de pessoas e que alterou radicalmente o modo de [sobre]viver, “Hiância” procura dar forma a essa distância que, parafraseando Freud, está entre o estado real e o ideal. A curadoria é do artista visual Jurandy Valença.

A exposição “Floresta?”, com a curadoria e obras do artista plástico e paisagista Fernando Limberger, fica aberta ao público até 17 de dezembro. Vale destacar que até 7 de outubro, fica aberta de segunda a sexta, das 12h às 19h; entre 8 e 14 de outubro, o público pode visita-la de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, e aos sábados das 11h às 18h; a partir de 15/10 até o final da mostra, o período funcionará de segunda a sexta, das 10h às 21h, e aos sábados, das 11h às 18h. Será permitida a entrada de um visitante por vez na instalação que traz uma investigação e provocações às pessoas: “ainda podemos manter esse termo para descrevermos um aglomerado de vegetação?” e “até quando elas permanecerão como as entendemos como florestas?”.

O espaço imersivo para reflexões sobre paisagens compostas por matas é constituído por elementos derivados do desmembramento dos corpos das árvores, que engendrados, simulam um ambiente contrário ao de uma floresta em dimensões reais e metafísicas. O projeto “Floresta?” foi contemplado no ProAC Expresso Lab – Lei Aldir Blanc, no “Prêmio por Histórico de Realização em Artes Visuais”, e ocupa a Casinha 41 da Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Na seção formativa, um dos destaques da Oficina Cultural Oswald de Andrade é Do real a moldura ficcional: os dispositivos de criação no contexto da saúde mental, oficina que busca dialogar com os profissionais da saúde e da cultura interessados pelo contexto da saúde mental. Os encontros, entre 29 de setembro e 27 de outubro, às quartas-feiras, das 18h às 21h, serão pelo Zoom. As inscrições estão abertas neste link e a coordenação é do Grupo Aberto de Teatro.

Por meio do conceito de “moldura ficcional”, pesquisado pelo Grupo Aberto de Teatro desde 2019 e base de criação da performance ZOOMPRESA, a atividade irá investigar os efeitos estéticos e éticos, tanto na clínica quanto nas criações artísticas, de um processo estruturado a partir de dispositivos cênicos que friccionam os conceitos de ficção e realidade. O projeto é contemplado pela Lei Aldir Blanc.

Formação no Interior

O programa Oficinas Culturais atende todo o estado de São Paulo com ações como a Formação no Interior, que contempla diversas cidades do interior, litoral e região metropolitana em parceria com municípios interessados. O objetivo é descentralizar projetos culturais e artísticos, além de colaborar com o fomento e a qualificação de agentes de cultura e artistas de diferentes segmentos. Entre os destaques de setembro estão:

A palestra A globalização da arte e a reiteração do exotismo colonial, apresentada pelo curador Cadu Gonçalves no dia 27 de setembro, segunda-feira, às 18h, via Zoom, propõe a reflexão sobre a utilização da arte como ferramenta de colonialismo frente à diminuição de diversas narrativas imagéticas fora do eixo E.U.A – Europa. A abordagem também passará pelas falácias de exposições de grande porte que visam a globalização da arte, mas que transformam esses pensamentos e artistas em novos objetos de estudo etnográfico, a exemplo de “Os mágicos da terra”, exposição de 1989 ocorrida na França. As inscrições ficam abertas neste link.

“O pai da menina morta” e suas (muitas) formas de narrar na contemporaneidade é uma palestra que será coordenada pelo escritor e pesquisador Felipe Souza no dia 29 de setembro, quarta-feira, das 18h às 20h, também pelo Zoom. Pessoas interessadas já podem se inscrever (clique aqui). A partir da discussão do romance “O Pai da Menina Morta” (Todavia, 2019), de Tiago Ferro, obra formada por uma multiplicidade de linguagens e registros narrativos (fragmentos de cartas, listas, diários, verbetes de enciclopédia, entre outros), será abordado um panorama da literatura brasileira contemporânea, enfatizando as obras que se valem de procedimentos narrativos que rompam com a linearidade e com a unicidade de vozes do romance tradicional.

Para conhecer toda a agenda e ações das Oficinas Culturais, acesse o site do programa e o hotsite +Cultura.

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ÁGIL DPVAT