Onde o brasileiro mais investiu em 2020?

 

O brasileiro em 2020 investiu mais de R$3,7 trilhões. Mas, você sabe onde esse dinheiro foi aplicado? Confira o nosso artigo e descubra as aplicações favoritas dos investidores brasileiros.  

Investir significa pegar uma certa quantia de dinheiro e aplicar em algo que possa trazer um retorno no futuro, como é o caso das ações e da previdência privada.  Assim, ao aplicar o seu dinheiro, você estará fazendo um planejamento para o seu futuro, reservando uma quantia para a realização de sonhos e metas, de médio e longo prazo, seja uma viagem ou ainda a sua aposentadoria.

Existem diversas formas de investir o seu capital, como comprando ações de uma empresa, guardando o dinheiro em uma conta, comprando bens, etc. E cada tipo de investimento traz contigo suas vantagens e desvantagens. Por exemplo, na previdência privada, você poderá ter a vantagem de garantir um dinheiro extra para a sua aposentadoria, mas talvez você tenha que desembolsar um valor na taxa de carregamento da previdência.

O ano de 2020 foi o momento em que os brasileiros mais investiram na história. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais, Anbima, houve um aumento de 13,4% comparado a 2019. No total, no último ano, foram  R$ 3,7 trilhões investidos por pessoas físicas.

Tipos de investimentos

Como dito antes, existem diversas maneiras de investir o seu dinheiro. Em 2020, a poupança foi um dos lugares onde a maioria dos brasileiros investiu. Segundo especialistas, isso se deve ao fato de que muitas pessoas, preocupadas com a crise econômica ocasionada pela pandemia de covid-19, decidiram reservar uma quantia para emergências.

De acordo com os dados da Anbima, também houve um aumento no número de pessoas com contas bancárias, impulsionadas pelo auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal. Em 2020, o número de pessoas físicas com contas em bancos e corretoras aumentou 27,8%, terminando o ano com mais de 105,6 milhões de contas ativas.

Casa própria

Dados da pesquisa “Raio X do Investidor”, realizada pela Anbima juntamente com o Datafolha, mostram que o sonho da casa própria ainda tem espaço nos investimentos dos brasileiros.

Em 2020, 26% das aplicações dos investimentos foram para a compra da casa própria, em 2019 esse número era de 35%. Segundo a pesquisa, a queda ocorreu principalmente por mudanças nos investimentos da classe C. Em 2019, 38,6% da classe C tinha a intenção de comprar um imóvel, no ano seguinte esse número caiu para 26,7%. Na classe A e B, o recuo foi de 2,4 e 3,8 pontos, respectivamente.

Certificados de Depósitos Bancários

Conhecidos como CDBs, esse tipo de investimento é um dos mais tradicionais no mercado. Nos CDBs, você “empresta” seu dinheiro ao banco e em troca recebe um valor sobre os juros. O retorno nesse investimento varia de acordo com a quantidade investida e o prazo para o banco retornar o dinheiro para você.

Segundo os dados, esse tipo de investimento feito por pessoas com renda de até R$10 mil foi de 34,1%. Pessoas com investimentos acima de R$ 10 mil também apostaram nos CDBs, chegando a 72,3% de investimento. E o grupo conhecido como private banking, cuja capacidade financeira é de no mínimo R$ 3 milhões, investiram 90% a mais nesse modelo.

Produtos financeiros

Encontra-se nessa categoria qualquer serviço ou produto comprado com o intuito de captar ou aplicar recursos. Entre os produtos financeiros mais conhecidos estão as ações de empresa, em que a pessoa compra uma porcentagem de uma organização e lucra conforme a economia do negócio. Além disso, estão os títulos privados e fundos de investimentos.

Segundo o “Raio X do Investidor”, 53% das pessoas que investiram em 2020 usaram seu dinheiro em produtos financeiros. Esse número representa um aumento de 11 pontos comparando com o ano de 2019.

De acordo com especialistas, isso se deve por conta de uma maior participação das classes A e B nesse tipo de investimento, além de uma estabilidade da classe C. O ano de 2020 foi o primeiro em que os produtos financeiros tiveram um investimento maior que a soma dos demais, atingindo cerca de 20 milhões de brasileiros.

Poupança involuntária

Segundo especialistas, com a pandemia as pessoas foram “obrigadas a guardar dinheiro”, a chamada “poupança involuntária”. Isso ocorre por conta do isolamento social, em que houve menos custos com viagens, festas e idas a bares e restaurantes. De acordo com estudos da Anbima, 56% das pessoas guardaram dinheiro ano passado, em 2019 esse número era de 34%.

Marcelo Billi, superintendente de Comunicação, Certificação e Educação de Investidores da Anbima, em entrevista para o portal UOL, disse que há duas razões para esse fenômeno.

“A primeira tendência, que não depende da pandemia, é que os brasileiros já buscavam outras formas de investimento em função da queda dos juros”, afirmou o superintendente. Segundo Billi, o segundo motivo seria que as classes A e B foram obrigadas a poupar, por conta do distanciamento social.

O ano de 2020, apesar de ter sido marcado por uma crise financeira, foi o momento da história onde os brasileiros mais investiram. Os tipos de investimentos realizados foram variados, tendo destaque principalmente o fundo de emergência, atingindo 27% do total dos investimentos.

Além disso, o sonho da casa própria também esteve presente nos investimentos dos brasileiros. Segundo a pesquisa “Raio X do Investidor”, o tipo de investimento que mais teve participação foi a compra de produtos financeiros, como ações, títulos privados e fundos financeiros.

Esse tipo de investimento atingiu 53% da população investidora, um total de 20 milhões de brasileiros. Outra sugestão: Meta Title: Quais foram os maiores investimentos de 2020?

No mercado financeiro existem diversos tipos de investimentos, cada um trazendo um tipo de retorno diferente. Entre as opções mais procuradas estão a compra de ações, investimentos na poupança e na casa própria.

CLIQUE NA IMAGEM E FALE DIRETO PELO WHATSAPP
ÁGIL DPVAT